<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392</id><updated>2012-02-10T13:03:37.701-03:00</updated><category term='Perseverança'/><category term='indivíduo'/><category term='coletivo'/><category term='amor'/><category term='amigo'/><category term='começo'/><category term='saudades'/><category term='Amizade'/><category term='confidente'/><category term='caminhada'/><category term='faculdade'/><category term='Trabalho'/><title type='text'>"O fantástico mundo de Ferro"</title><subtitle type='html'>"Meu diário de bordo"</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>54</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-2828220684380099417</id><published>2011-12-13T15:40:00.004-03:00</published><updated>2011-12-13T16:46:21.279-03:00</updated><title type='text'>Amor entre quatro paredes</title><content type='html'>A vida deu uma forcinha lhes colocando na mesma rede. Rede social.&lt;br /&gt;Até então, os contatos eram superficiais, como acontece com a maioria das pessoas.&lt;br /&gt;O acaso foi mais ousado, lhes colocou no mesmo ambiente. Cheio de barulhos ensurdecedores, bebidas e muita 'alegria alcoólica'! O encontro não poderia ter dado mais certo. &lt;br /&gt;Ironicamente, o lugar nada reservado, lhes aproximava, lhes atraia, como se faz com os lados opostos de um imã.&lt;br /&gt;O desejo, mais ousado ainda, lhes levou para quatro paredes. Uma espécie de quarto secreto, no final de um caminho por onde quase ninguém passava.&lt;br /&gt;Ela não era tão bonita. Não tinha os padrões de beleza impostos pela sociedade.&lt;br /&gt;Ele era um belo rapaz, pelo menos aos olhos da mocinha.&lt;br /&gt;A vida foi um tanto difícil para o coração da moça de pele clara, cabelo escuro, olhar profundo e sorriso fácil, embora dissessem que ela tinha cara de mal quando não sorria.&lt;br /&gt;O rapaz era simpático, tinha pele morena, lábios carnudos e chamativos. Pediam beijos sem pedir. Do coração dele sabe-se pouco. Tivera poucos relacionamentos amorosos e parecia estar num dilema.&lt;br /&gt;A moça, mesmo sob efeito da bebida, descobriu no primeiro beijo que o seu coração bateu mais forte. Tinha certeza que não haveria apenas aquele encontro. Ela tinha razão.&lt;br /&gt;Os encontros no quarto secreto foram ficando mais frequentes. Raramente se encontravam fora daquele ambiente. Uma vez ou outra saiam para respirar outros ares, o amor deles estava familiarizado com as paredes do quarto.&lt;br /&gt;A moça, por ser carente de atenção, já não se contentava com a periodicidade dos encontros. Ela queria mais. Suspirava ansiosa para estar com o amado. &lt;br /&gt;O amado suspirava, nas redes sociais, no telefone, em casa. Ela se convencia da saudade de ambos, mas não aceitava os suspiros de longe. Queria suspirar de perto. Suspiros divididos são mais prazerosos.&lt;br /&gt;Em uma noite incomum, decidem sair da rotina. Faria bem para ambos.&lt;br /&gt;Não foram juntos, mas encontraram-se como combinado.&lt;br /&gt;Era um lugar agradável, alto astral, cheio de gente bonita, 'alegria alcoólica' exalava no ambiente, mas era um lugar mais especial. Parecia ser reservado para extravasar o amor do, até então, tímido casal.    &lt;br /&gt;Irônico lugar. &lt;br /&gt;O primeiro abraço foi aconchegante, assim como o primeiro beijo.&lt;br /&gt;A moça parecia feliz por estar ali, num ambiente incomum. Mas a felicidade acabou no segundo beijo, ou melhor, na segunda tentativa de beijo.&lt;br /&gt;O rapaz parecia muito tímido para demonstrar amor em público. Não se sentia muito a vontade com carinho explícito, afagos fora das quatro paredes não lhe despertava interesse. &lt;br /&gt;Os abraços apertados foram se afrouxando ali. Os beijos e olhares apaixonados ficaram trancados dentro do maldito cubículo.&lt;br /&gt;Ela não entendeu. Desconhecia aquela situação, pois se acostumara a ter o carinho do amado sem restrição, em todos os incontáveis encontros que tiveram. Tentou argumentar, mas foi em vão. O rapaz estava 'posudo', convicto. Desprezível. &lt;br /&gt;A moça engoliu a decepção, foi pra casa, refletiu e chegou a conclusão de que não vale a pena alimentar um amor que só existe entre quatro paredes.&lt;br /&gt;Acredita ainda que vai encontrar o amor, mas já não pensa em trancafiá-lo, pretende vivê-lo com liberdade. Um amor que vá além das paredes de um quarto qualquer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-2828220684380099417?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/2828220684380099417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=2828220684380099417' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/2828220684380099417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/2828220684380099417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2011/12/amor-entre-quatro-paredes.html' title='Amor entre quatro paredes'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-8360872144748166786</id><published>2011-10-22T20:26:00.006-03:00</published><updated>2011-10-22T20:53:10.951-03:00</updated><title type='text'>Vinte e dois de outubro</title><content type='html'>Há dias em que a vida passa despercebida. Parece que não se vive. &lt;br /&gt;Amanhece. Há sol, rotina, há tudo no mesmo lugar, menos você.&lt;br /&gt;Eu não estou no mesmo lugar. Estou distante, passando pelo dia. &lt;br /&gt;O clima muda, você se percebe vivo. Assiste, ri, cuida do corpo e se olha no espelho. &lt;br /&gt;Anoitece e do lado de fora ouço "ventos, ventania". Penso que "daqui a um mês", a noite vai ser diferente: terei um amor por perto, pra falar sobre a vida ou não precisar falar sobre nada. Apenas olhar e sorrir. Quando estão juntos ouvem e acreditam: "um dia a gente há de ser feliz, se Deus quiser!". &lt;br /&gt;Mas, por hoje, um "pequeno príncipe" me espera na cama. Vou lê-lo, ou melhor, relê-lo. Suspirando e pressionando as páginas contra o peito. Pra sentir. Me sentir. Pra lembrar que tenho um coração que pulsa. Que tenho uma alma sinestésica. &lt;br /&gt;O frio que sinto por dentro é maior do que a temperatura fora do quarto. O céu fecha, fica nublado. Chove torrencialmente. &lt;br /&gt;Por dentro o coração reflete o tempo. Nubla. Espera o sol ou espera apenas adormecer, pois acredita em ditados: "depois da tempestade vem a bonança". &lt;br /&gt;Acredita em amor também. Acredita em si.&lt;br /&gt;É um coração forte. Sabe aproveitar a chuva também. Sabe viver em dias de sol ou dias nublados. &lt;br /&gt;Com o tempo, aprendeu um pouco sobre o viver. Sobreviver!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-8360872144748166786?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/8360872144748166786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=8360872144748166786' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/8360872144748166786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/8360872144748166786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2011/10/vinte-e-dois-de-outubro.html' title='Vinte e dois de outubro'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-481448563609139314</id><published>2011-09-26T20:37:00.005-03:00</published><updated>2011-09-26T21:41:44.151-03:00</updated><title type='text'>Dilema</title><content type='html'>Era uma palavra pouco usada por mim, aliás, nunca parei pra pensar no que ela significava de fato. Só há duas semanas atrás é que ela veio fazer sentido, ou não.&lt;br /&gt;Eu tinha a ideia do que era um dilema, mas acho que nunca havia vivido um. Pensando bem, ainda não vivi.&lt;br /&gt;Segundo alguma descrição vaga e superficial, dilema é um problema que oferece duas soluções, sendo que nenhuma das quais é aceitável. Em outro lugar li que dilema é uma situação em que se deve tomar UMA de DUAS decisões difíceis.&lt;br /&gt;Pra mim, hoje, dilema é esperar.&lt;br /&gt;Esperar que se decida algo que já está resolvido, pelo menos para mim.&lt;br /&gt;Não consigo conceber que dilema esteja relacionado a sentimento.&lt;br /&gt;Em se tratando de amar, pra mim não há dilema. Amar nunca foi problema; é solução. É decisão e, portanto, para amar não deve haver dúvidas. &lt;br /&gt;Amar é questão de entrega. Toda escolha difícil envolve risco. Amar é correr riscos também. Viver é arriscar-se!&lt;br /&gt;Enquanto se vive um dilema, a vida não espera. Passa. &lt;br /&gt;Outro dia uma grande amiga me disse que eu era muito 'instável'. Concordei completamente. Nunca fui estável. Sou transeunte da vida. Passageiro. Em muitas situações pareço não saber o que quero. Indeciso.&lt;br /&gt;Mas, quando se trata de amor, ou da ideia que tenho dele, sei bem o que quero. Sei que não há dilema. Sei que quero viver. Intensamente. Apressadamente. Sem perder tempo, apenas viver! &lt;br /&gt;Se preocupar com o amanhã a ponto de não viver o hoje é esforçar-se em vão. O que garante o amanhã? Nada! &lt;br /&gt;Vou deixar pra usar essa palavra mais tarde... talvez. Mas, por hoje, só por hoje, decido não viver dilema. Decido viver amor. Isso me basta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-481448563609139314?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/481448563609139314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=481448563609139314' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/481448563609139314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/481448563609139314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2011/09/o-dilema.html' title='Dilema'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-7617868234492341910</id><published>2011-06-13T14:32:00.003-03:00</published><updated>2011-06-13T14:37:12.177-03:00</updated><title type='text'>O sítio</title><content type='html'>Enchia os pulmões como se pudesse respirar o mesmo ar de alguns anos atrás.&lt;br /&gt;O sítio sempre foi o lugar preferido do pequeno João Pedro. Hoje, aos vinte anos, não tão pequeno assim.&lt;br /&gt;Formara-se em Medicina Veterinária na cidade grande, onde passou a viver desde a adolescência.&lt;br /&gt;Voltar àquele lugar era como ver um filme onde o personagem principal era a mesma pessoa que via no espelho embaçado do apartamento.&lt;br /&gt;O pé de amora, carregado da doce e púrpura fruta, tinha mudado. Parecia estar bem menor, observou João ao chegar perto da árvore.&lt;br /&gt;Sentiu falta da goiabeira que ficava próximo a horta. Ela havia morrido no verão passado, atacada por uma praga que levou o caseiro a cortá-la pelo tronco. Em compensação, conheceu novas árvores que cresceram ao longo dos anos em que não pisava naquele lugar. &lt;br /&gt;O lago ainda era o mesmo, mas, ao contrário da amoreira, parecia estar bem maior. O rapaz lembrou-se dos tempos em que seu pai o ensinava a nadar ali. Os olhos encheram-se de lágrimas. &lt;br /&gt;O pai era um homem muito ocupado com os negócios: comprar gado, vender terra, plantar, colher, enfim, a vida de um grande produtor era bastante agitada. O pouco tempo que tinha ao lado do pai era desfrutado a conta-gotas, sem pressa. &lt;br /&gt;Foi inevitável misturar as lágrimas às águas do lago. O pai havia falecido há poucos meses. O sítio lhe tinha ficado como herança e estava decidido a vendê-lo, já que cuidar de bicho na cidade grande seria o seu destino de agora em diante.&lt;br /&gt;Antes de vender, veio a ideia de voltar ao lugar onde passara sua infância. Só estava ali para avaliar melhor o valor que cobraria pela terra que herdara.&lt;br /&gt;A cidade grande, sem dúvida, era mais atraente, convencia-se João Pedro. A agitação que conhecera ao longo dos anos, na metrópole, parecia ter apagado da memória a tranquilidade que sentia ao deitar-se na varanda, ao entardecer, ouvindo o som das águas do lago. &lt;br /&gt;Não queria lembrar-se de quando alimentava os patos e galinhas, nem do dia em que caiu do pé de tamarindo ao tentar colher um fruto. Era impossível não lembrar, a frondosa árvore continuava de pé e estava ali à sua frente naquele exato momento. &lt;br /&gt;Sem olhar para trás, João decide voltar para a cidade. &lt;br /&gt;A cor cinza da metrópole ofusca-lhe os olhos. O ar pesado das ruas sufoca-lhe os pulmões. Os dias seguintes à visita ao sítio deram-lhe uma sensação estranha: um menino parecia gritar dentro dele. Pedrinho, como era chamado pelos pais, queria correr e foi justamente o que fez.&lt;br /&gt;Correu para o apartamento, arrumou as malas e, sem exitar, partiu para o sítio.&lt;br /&gt;Nem olhou pelo retrovisor. A cidade sumiu sem que ele percebesse. &lt;br /&gt;Em algumas horas de viagem estava de volta à infância. &lt;br /&gt;Descalço, correu para o lago; mergulhou; comeu amoras e adormeceu na varanda. Descobriu, então, o maior valor que o sítio tinha: torná-lo, novamente, o pequeno João. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto publicado na edição do mês de junho do jornal Balaio Rural, de Imperatriz-MA)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-7617868234492341910?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/7617868234492341910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=7617868234492341910' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/7617868234492341910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/7617868234492341910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2011/06/o-sitio.html' title='O sítio'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-1018827295696936921</id><published>2011-05-30T09:20:00.002-03:00</published><updated>2011-05-30T09:22:50.525-03:00</updated><title type='text'>Um abraço</title><content type='html'>Vim aqui deixar uma coisa pra você.&lt;br /&gt;Não sei se estás precisando, mas assim mesmo vim te dar.&lt;br /&gt;É um abraço... na medida certa para suas angústias.&lt;br /&gt;Um abraço que, embora simples, cabe certinho em você para usá-lo na hora e no momento em que mais precisar.&lt;br /&gt;Um abraço sincero, de alguém que já não cabe mais de tanto amor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Dedicado à Cilla Moura)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-1018827295696936921?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/1018827295696936921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=1018827295696936921' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/1018827295696936921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/1018827295696936921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2011/05/um-abraco.html' title='Um abraço'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-5321041035650530805</id><published>2011-05-30T08:51:00.001-03:00</published><updated>2011-05-30T08:52:38.291-03:00</updated><title type='text'>Urbana flor do campo</title><content type='html'>Em meio à grama de uma calçada de ladrilhos, ela insiste em nascer. Delicada, bela e azul: uma flor do campo.&lt;br /&gt;Esquecida. Apagada pela correria do dia-a-dia, ela está lá: viva! Permanece no anonimato por muito tempo. Talvez seja notada apenas pelo vigia, que a rega todas as manhãs ou por algum transeunte que, distraído, olha para chão na esperança de encontrar alguma moeda perdida.&lt;br /&gt;Não nasceu por acaso. Está ali para enfeitar um jardim que, por ironia do nome, não havia nenhuma outra flor senão ela: a solitária flor azul.&lt;br /&gt;Em uma manhã qualquer, ela desabrocha para vida. Não a sua própria vida, pois já havia desabrochado há muito tempo, mas para a vida de três jovens, encantados em ver a solitária flor resistir à “selva de pedras”.&lt;br /&gt;Até que enfim seu propósito tinha se realizado: trazer beleza aos olhos de alguém. Por alguns minutos a bela flor do campo tem seu momento de glória.&lt;br /&gt;Mas, movida por um súbito instinto humano, uma jovem, tão delicada e bela quanto à flor, a esmaga com os pés.&lt;br /&gt;Sem cerimônia alguma, a moça pisa a flor como se pisa uma barata. Os outros jovens a censuram: “pobre flor; não merecia tal sorte!” e um deles até tenta, sem sucesso, consertar o estrago, colocando a pétala frágil e azul sobre o caule da urbana flor.&lt;br /&gt;Se tivesse nascido na roça teria mais chances de viver! Enfeitaria o jardim de uma velha e amável senhora acompanhada de outras flores de cores e cheiros diferentes! Mas, a vida na cidade grande é cruel... até para as belas flores.&lt;br /&gt;Pobre urbana flor do campo! Nem teve tempo de virar uma “estrela”. Se tivessem fotografado tal flor, certamente hoje estaria enfeitando, como papel de parede, a área de trabalho da tela de algum computador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-5321041035650530805?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/5321041035650530805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=5321041035650530805' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/5321041035650530805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/5321041035650530805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2011/05/urbana-flor-do-campo.html' title='Urbana flor do campo'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-9136298602555983278</id><published>2011-05-25T18:50:00.004-03:00</published><updated>2011-05-25T22:10:26.596-03:00</updated><title type='text'>Descanso para os pés</title><content type='html'>A alma está na ponta dos dedos.&lt;br /&gt;Os pés cansados de caminhar.&lt;br /&gt;Cercado por um oásis, não vê nada além de solidão e tristeza.&lt;br /&gt;Incoerente visão que não alcança o lago de águas cristalinas à sua frente.&lt;br /&gt;Não apenas a visão; os outros sentidos também não funcionam direito.&lt;br /&gt;Não ouve nitidamente. &lt;br /&gt;(Confunde as palavras - sorvete = parede? Do outro lado riem).&lt;br /&gt;Mas não deve ser por causa da perfuração no ouvido esquerdo ou da retração no direito. Não escuta porque não tem tempo para sentar, ouvir, 'degustar' as palavras. &lt;br /&gt;A maior parte do tempo está ocupado em resolver o grande e 'irresolvível' "problema".&lt;br /&gt;Com a língua pra fora, se arrasta. &lt;br /&gt;Está muito cansado mesmo! As forças estão se esgotando. Mesmo que, de vez em quando, sinta ânimo para caminhar, a alma grita por descanso.&lt;br /&gt;Gritos mudos de socorro. Ninguém ouve sua muda voz. &lt;br /&gt;Talvez nem seja um problema na 'fala', mas uma surdez coletiva.&lt;br /&gt;Os outros também tem problemas 'irresolvíveis'. Não há tempo para ouvir os gritos que não sejam seus.&lt;br /&gt;Egoísmo coletivo: "em primeiro lugar, EU".&lt;br /&gt;Altruísmo hipócrita: "eu me importo com você, desde que não tome muito tempo, pois tenho outras coisas mais importantes a fazer, como atualizar meu Facebook ou 'twitar' minhas frases engraçadas/inteligentes retiradas de um site qualquer.&lt;br /&gt;Nem mesmo as 'instituições religiosas' escapam da lógica. Há um alívio quando o pecado é "menos grave", pois, assim, não se gasta muito tempo para aconselhar, cuidar e tratar da ovelha ferida. Parece que a parábola das cem ovelhas só serve de apoio para as piadinhas com a conhecida canção evangélica.&lt;br /&gt;Mas, às vezes, há o alívio. A esperança insiste em nascer, como árvore cortada que brota 'ao cheiro das águas'.&lt;br /&gt;E há aqueles que nos tiram a neblina dos olhos; nos fazem enxergar além das possibilidades. Nos fazem ouvir o que, sutilmente, o coração diz. &lt;br /&gt;Há os que gastam tempo conosco, enchem nossa boca de risos, compartilham vida e, nas entrelinhas das conversas triviais, nos dizem: "estou aqui e realmente me importo com você". Há reciprocidade também nas entrelinhas.&lt;br /&gt;A alma ainda está nas pontas dos dedos, mas do coração ouve-se um suspiro: "ah... o alívio!" &lt;br /&gt;Pode-se, então, dormir descansado para que, ao amanhecer, os pés consigam suportar, mais uma vez, as dificuldades da caminhada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-9136298602555983278?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/9136298602555983278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=9136298602555983278' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/9136298602555983278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/9136298602555983278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2011/05/alma-esta-na-ponta-dos-dedos.html' title='Descanso para os pés'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-9088773292916608888</id><published>2011-05-19T13:23:00.003-03:00</published><updated>2011-05-19T14:25:10.298-03:00</updated><title type='text'>Decida-se ou eu te devoro!</title><content type='html'>"Decida-se ou te devoro!", ouço alguém gritando.&lt;br /&gt;A vida, em parte, é feita de escolhas e elas, muitas vezes, vão determinar o seu 'futuro', presente ou até mesmo quem você é.&lt;br /&gt;No mundo virtual é bem mais simples: você preenche um cadastro com seu nome, cor dos olhos, altura, tipo físico, país, idioma e até 'quem eu sou'. &lt;br /&gt;As opções estão a um clique e você vai marcando as alternativas que formarão sua identidade virtual. Você escolhe as fotos mais bonitas, as frase mais inteligentes, as músicas mais 'da hora'.&lt;br /&gt;Mas na vida real não é tão simples assim.&lt;br /&gt;Você não escolhe em qual país nascer, não escolhe seus pais, não escolhe a cor da sua pele, dos seus olhos, não escolhe que altura vai ficar aos 21 anos, enfim, há uma série de coisas que não dependem da sua vontade.&lt;br /&gt;Há medida que o tempo vai passando, você vai se conhecendo e tomando algumas decisões e fazendo as suas escolhas como a namorada (o), religião (pelo menos no Brasil isso é possível), curso na faculdade, área que pretende atuar, enfim, a vida passa e vai lhe cobrando que você tome algumas decisões.&lt;br /&gt;Quando se é um adolescente e se faz uma opção errada há um peso, você 'tem' o tempo a seu favor, pode se dar o luxo de errar e refazer. Quando você já é um coroa de 27 anos, não se pode mais ter tanto luxo assim. TEM que acertar, porque a vida está passando. &lt;br /&gt;"Não tem namorada? Cuidado, vai acabar ficando pra titio!". &lt;br /&gt;"Vai desistir da faculdade? Tá louco... vai ser um zé ninguém da vida!"&lt;br /&gt;Enfim, parece mesmo que o tempo é cruel. A vida tem pressa numa decisão.&lt;br /&gt;Mas, será que temos mesmo esse domínio sobre o tempo?&lt;br /&gt;Será que temos autonomia para dizer: "vou fazer isso, pois amanhã meu futuro estará garantido!".&lt;br /&gt;Será se temos esse controle?&lt;br /&gt;Não, isso não é a minha desculpa para ficar 'com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar'.&lt;br /&gt;Mas, certa vez, Jesus falou o seguinte: "Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?". Não importa o que façamos ou o quanto nos preocupamos, nunca vamos ter mais tempo do que nos foi determinado por Deus.  &lt;br /&gt;Espero ter muito tempo ainda para decidir novamente, pois a vida está gritando para mim:&lt;br /&gt;Decida-se, pois você não é mais nenhum adolescente.&lt;br /&gt;Decida-se, pois o tempo passa e não volta mais.&lt;br /&gt;Decida-se, pois é preciso viver a vida para que você não seja devorado por ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-9088773292916608888?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/9088773292916608888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=9088773292916608888' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/9088773292916608888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/9088773292916608888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2011/05/decida-se-ou-eu-te-devoro.html' title='Decida-se ou eu te devoro!'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-7519814842967634069</id><published>2011-05-18T13:07:00.002-03:00</published><updated>2011-05-18T13:11:54.970-03:00</updated><title type='text'>Postagem especial: Ele escolheu os cravos</title><content type='html'>O texto a seguir refere-se ao segundo capítulo do livro "Ele escolheu os cravos", de Max Lucado. O livro é simplesmente extraordinário! Recomendo-o. &lt;br /&gt;O texto a seguir é um pouco extenso, mas recomendo: não pare por aqui. Leia. Vale a pena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vou Suportar seu Lado Obscuro" &lt;br /&gt;A PROMESSA DE DEUS ANTE O CUSPE DO SOLDADO&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O que teria acontecido à Fera se a Bela não tivesse aparecido?&lt;br /&gt;Você conhece a história. Houve um tempo em que seu rosto era bonito e seu palácio agradável. Mas isto foi antes da maldição, antes das trevas caírem sobre o castelo do príncipe. E, quando a escuridão tomou conta, ele sucumbiu. Recluso em seu castelo rebelde, com um focinho reluzente e grandes caninos. &lt;br /&gt; Porém tudo mudou quando a mocinha chegou. Fico pensando, o que teria acontecido à Fera caso a Bela não tivesse aparecido? &lt;br /&gt; Melhor ainda, o que teria acontecido caso ela não tivesse se importado? Quem a teria culpado? Ele era tão... digamos, animalesco! Pêlos longos. Babão. Frustrado. E ela era tão bela. Estonteante. Uma bondade contagiante. Se duas pessoas se encaixassem exatamente nesta descrição, não seriam elas exatamente a Bela e a Fera? Quem a teria culpado caso ela não tivesse se importado? Mas ela se importou. &lt;br /&gt;E, porque a Bela amou a Fera, a Fera tornou-se linda. &lt;br /&gt;A história é familiar, não apenas por tratar-se de um conto de fadas. É familiar porque nos faz lembrar de nós mesmos. Há uma fera dentro de cada um de nós. &lt;br /&gt;Mas não foi sempre assim. Houve um tempo em que a face da humanidade era bela e o palácio agradável. Mas isto foi antes da maldição, antes das trevas caírem sobre o jardim de Adão. E, desde a maldição, temos sido diferentes. Animalescos. Feios. Rebeldes. Ferozes. Fazemos coisas que sabemos que não deveríamos ter feito e ficamos pensando por que as fizemos. &lt;br /&gt; Minha parte feia certamente mostrou sua face animalesca certa noite. Eu estava dirigindo em uma pista dupla, que viria a tornar-se única. A mulher no carro ao lado do meu estava na pista que continuava. Eu estava na que terminava. Eu precisava estar à frente dela. Meus compromissos eram, sem dúvida, mais importantes que os dela. Além do mais, não sou eu importante? Não sou eu o mensageiro da compaixão. Um embaixador da paz? &lt;br /&gt;Assim, acelerei o carro. &lt;br /&gt;Adivinhe? Ela também. Quando minha pista terminou, ela estava um centímetro à minha frente. Aumentei os faróis, reduzi a velocidade e a deixei passar. Sobre seus ombros ela me acenou com um tchauzinho. Grrrrr. &lt;br /&gt; Comecei a diminuir os faróis. Então fiz uma pausa. Minha parte sinistra disse: "Espere aí." Não fui chamado para ser luz nos lugares mais escuros? Iluminar as trevas? &lt;br /&gt;Então coloquei um pouco mais de luz em seu retrovisor. Só para importunar. &lt;br /&gt;Ela diminuiu a velocidade, em retaliação. Esta mulher era má. &lt;br /&gt;Para ela pouco importava se toda a cidade de San Antonio estivesse atrasada; ela não iria ultrapassar a marca dos vinte e cinco quilômetros por hora. E eu não iria tirar o farol alto do seu espelho retrovisor. Como dois burros teimosos, ela continuava devagar e eu continuava com luz alta. Após mais pensamentos cruéis do que ouso confessar, a pista começou a alargar, então iniciei a ultrapassagem. Sabe o que aconteceu? O farol vermelho nos deixou lado a lado em um cruzamento. O que se segue contém boas e más notícias. A boa notícia é que ela acenou para mim. A má notícia é que não foi o tipo de gesto digno de imitação. &lt;br /&gt; Algum tempo depois o pensamento me veio à tona: "Por que eu fiz isto?" Sou um cara tipicamente calmo, mas durante quinze minutos fui uma fera! Apenas dois fatos me confortaram: Primeiro, não tenho adesivo evangélico em meu carro, e segundo, o apóstolo Paulo passou por lutas similares. "Porque o que faço não o aprovo, pois o que quero, isso não faço; mas o que aborreço, isso faço" (Rm 7.15). Você já se sentiu nesta situação? &lt;br /&gt; Em caso afirmativo, temos algo em comum. Paulo não é a única pessoa na Bíblia que travou uma luta com o lado animalesco interior. É raro encontrar uma página nas Escrituras em que um animal não mostre seus dentes. O rei Saul perseguiu o jovem Davi com sua lança. Siquém violentou Diná. Os irmãos de Diná (os filhos de Jacó) mataram Siquém e seus amigos. Ló negociou com Sodoma, depois saiu de lá. Herodes matou os primogênitos em Belém. Outro Herodes assassinou o primo de Jesus. Se a Bíblia é chamada de Bom Livro, não é pelos seus personagens. O sangue corre livremente através das histórias como a tinta através das penas que as escreveram. Mas o lado mau da fera nunca esteve tão aflorado como no dia da morte de Cristo. &lt;br /&gt;A princípio, os discípulos ficaram anestesiados, depois rapidamente fugiram. &lt;br /&gt;Herodes queria um show. &lt;br /&gt;Pilatos queria livrar-se do problema. E os soldados? Eles queriam sangue. &lt;br /&gt;Então açoitaram a Jesus. O chicote legendário consistia em tiras de couro com bolas de ferro em suas pontas. Seu objetivo era singular. Bater no acusado progressivamente até quase matá-lo, então parar. Trinta e nove chicotadas eram permitidas mas raramente necessárias. Um centurião monitorava o estado do prisioneiro. Sem dúvida Jesus estava próximo à morte quando suas mãos foram desamarradas e Ele caiu ao chão. &lt;br /&gt;Chicotear foi a primeira ação dos soldados. &lt;br /&gt;A crucificação foi a terceira. (Eu não pulei a segunda. Já vou chegar lá.) Embora suas costas estivessem machucadas pelas chicotadas, os soldados colocaram a cruz sobre os ombros de Jesus e o fizeram carregá-la até o monte da crucificação, onde o executaram. &lt;br /&gt;Não culpamos os soldados por estes dois atos. Afinal, eles estavam apenas seguindo ordens. Mas difícil é compreender o que fizeram neste ínterim. Eis aqui a descrição de Mateus: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, soltou-lhes Barrabás e, tendo mandado açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado. &lt;br /&gt;E logo os soldados do governador, conduzindo Jesus à audiência, reuniram junto dele toda a coorte. &lt;br /&gt;E, despindo-o, o cobriram com uma capa de escarlate. E, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-na em sua cabeça e, em sua mão direita, uma cana; e, ajoelhando diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, Rei dos judeus! &lt;br /&gt;E, cuspindo nele, tiraram-lhe a cana e batiam-lhe com ela na cabeça. &lt;br /&gt;E, depois de o haverem escarnecido, tiraram-lhe a capa, vestiram-lhe as suas vestes e o levaram para ser crucificado. (Mt 27.26-31) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A obrigação dos soldados era simples: Levar o Nazareno até o monte e matá-lo. Mas eles tinham outra idéia. Queriam se divertir primeiro. Fortes, descansados e armados, os soldados cercaram um carpinteiro galileu exausto e quase morto, e o atacaram. O açoite fora ordenado. A crucificação ordenada. Mas quem teria prazer em cuspir em um homem quase morto? &lt;br /&gt;O ato de cuspir não tem a finalidade de machucar o corpo — de forma alguma. O ato de cuspir é a intenção de degradação da alma, e muito eficiente. O que os soldados estavam fazendo? Não estariam eles elevando-se a si próprios à custa de outra pessoa? Eles sentiram-se grandes ao humilhar Jesus. &lt;br /&gt;Você já fez isto? Talvez nunca tenha cuspido em alguém, mas já fofocou? Caluniou? Você já levantou as mãos enfurecidas ou levantou os olhos com arrogância? Já colocou os faróis altos no retrovisor de algum carro? Já fez alguém se sentir mal para você se sentir bem? &lt;br /&gt; Foi isto que os soldados fizeram a Jesus. Quando você e eu fazemos o mesmo, fazemos isto com Jesus também. "E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes" (Mt 25.40). A maneira como tratamos os outros é a mesma como tratamos a Jesus. &lt;br /&gt; "Ei, Max, não gostei desta frase", você protesta. Creia-me, não gosto de dizer isto. Mas precisamos enfrentar o fato de que há algo animalesco dentro de cada um de nós, que nos obriga a fazer coisas que surpreende até a nós mesmos. Você já não surpreendeu a si mesmo? Já parou para refletir sobre alguma atitude e pensou: "O que deu em mim?" &lt;br /&gt;A Bíblia possui uma resposta com seis letras para esta questão: &lt;br /&gt;P-E-C-A-D-O. Existe algo ruim — animalesco — dentro de cada um de nós. "Éramos por natureza filhos da ira" (Ef 2.3). Não é que não possamos fazer o bem. Podemos. O fato é que não conseguimos evitar fazer o mal. Em termos teológicos, somos "totalmente depravados". Embora feitos à imagem e semelhança de Deus, temos caído. Somos corruptos ao máximo. O âmago de nosso ser é egoísta e perverso. Disse Davi: "Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe" (Sl 51.5). Poderia alguém dentre nós dizer menos do que isto? Cada um de nós nasceu com tendência ao pecado. A depravação é condição universal. As Escrituras afirmam isto claramente: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós andamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho... (Is 53.6) &lt;br /&gt;Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? (Jr 17.9) &lt;br /&gt;Não há um justo, nem um sequer... Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Rm 3.10,23) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Há quem possa discordar com tais palavras fortes. Eles olham ao redor e dizem: "Comparado aos outros, sou uma pessoa decente". &lt;br /&gt;Note que um porco pode dizer algo similar. Ele pode comparar-se com seus companheiros e dizer: "Estou tão limpo quanto todos os outros". o entanto, quando comparado aos humanos, o porco precisa de ajuda. Comparados a Deus, nós, humanos, temos a mesma necessidade. O padrão de santidade não pode ser encontrado entre os porcos cochos da terra, mas no trono celestial. O próprio Deus é o padrão. &lt;br /&gt; Somos as feras. O ensaísta francês Michel de Montaigne disse: "Não há homem tão bom que, ao submeter todos os seus pensamentos e atitudes às leis, não mereça ser enforcado dez vezes em sua vida."1 Nossas atitudes são feias. Nossas ações escabrosas. Não fazemos o que queremos, não gostamos do que fazemos, e o pior — sim, há algo pior — , não conseguimos mudar. &lt;br /&gt; Tentamos... ah, como tentamos. Mas "Pode o etíope mudar sua pele ou o leopardo as suas manchas? Nesse caso também vós podereis fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal" (Jr 13.23). O apóstolo concordou com o profeta: "Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus realmente não" (Rm 8.7). &lt;br /&gt; Ainda concorda? Ainda acha minha avaliação muito dura? Em caso afirmativo, aceite este desafio. Durante as próximas vinte e quatro horas, viva uma vida sem pecado. Não estou pedindo uma década ou ano perfeito, nem mesmo um mês. Apenas um dia perfeito. Você consegue? Você consegue viver sem pecar durante um dia? &lt;br /&gt; Não? E uma hora? Você poderia prometer que nos próximos sessenta minutos terá apenas pensamentos e atitudes santas? &lt;br /&gt; Ainda hesitante? E quanto aos próximos cinco minutos? Cinco minutos sem preocupações, raiva e vida sem egoísmo — você consegue? &lt;br /&gt;Não? Nem eu. &lt;br /&gt;Então temos um problema: Somos pecadores, e "o salário do pecado é a morte" (Rm 6.23). &lt;br /&gt;Temos um problema: Não somos santos, e a Bíblia nos adverte a "Seguir a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hb 12.14). &lt;br /&gt;Temos um problema: Somos maus e "a obra do justo conduz à vida, as produções do ímpio, ao pecado" (Pv 10.16). &lt;br /&gt;O que podemos fazer? &lt;br /&gt;Permita que o cuspe dos soldados simbolizem a sujeira em seus corações. Então observe o que Jesus faz com esta sujeira. Ele a carregou até a cruz. &lt;br /&gt;Através do profeta Ele disse, "não escondo a face dos que me afrontam e me cospem" (Is 50.6). Misturado a seu sangue e suor estava a essência de nosso pecado. &lt;br /&gt;Deus poderia ter julgado de outra forma. No plano de Deus, se foi oferecido vinagre para sua garganta, porque não uma toalha para o seu rosto? Simão carregou a cruz para Jesus, mas não limpou o seu suor. Os anjos estavam presentes. Eles não poderiam ter desviado o cuspe? &lt;br /&gt; Sim, mas Jesus nunca ordenou que eles o fizessem. Por algum motivo, aquEle que escolheu os cravos escolheu também a saliva. Junto com a lança e a esponja, Ele suportou a cuspidela do homem. Por quê? Seria por ter Ele visto o lado bonito da fera? &lt;br /&gt; Mas a correlação com A Bela e a Fera termina. Na fábula, a bela beija a fera. Na bíblia, a Bela faz muito mais. Ela se torna fera para que a fera possa transformar-se em bela. Jesus muda de lugar conosco. Nós, assim como Adão, estávamos sob a maldição, mas "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós" (Gl 3.13). &lt;br /&gt;E se a Bela não tivesse vindo? E se ela não tivesse se importado? &lt;br /&gt;Então teríamos continuado como feras. Mas a Bela veio, e ela se importou. &lt;br /&gt; AquEle que é sem pecado tomou forma de pecador para que nós, pecadores, pudéssemos nos tornar santos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-7519814842967634069?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/7519814842967634069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=7519814842967634069' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/7519814842967634069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/7519814842967634069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2011/05/postagem-especial-ele-escolheu-os.html' title='Postagem especial: Ele escolheu os cravos'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-5629392140058240623</id><published>2011-05-08T22:19:00.003-03:00</published><updated>2011-05-08T23:32:09.673-03:00</updated><title type='text'>Excesso de saudosismo</title><content type='html'>Parece exagero. Excesso de saudosismo.&lt;br /&gt;Lembranças de um tempo em que fui, realmente, muito feliz e não há mais como voltar.&lt;br /&gt;Não digo que nunca mais serei tão feliz quanto àquela época, mas essa afirmação é apenas uma constatação de um fato: o tempo não volta.&lt;br /&gt;Não volta a infância entre os pés de manga, goiaba e outras frutas na casa da tia Deta. Infância regada à muitas brincadeiras, risadas, afetos, abraços e a presença de Zaqueu.&lt;br /&gt;Os conflitos da adolescência, medos, dúvidas e as confissões difíceis, mas necessárias, também não voltarão. Adolescência que foi marcada pelo nascimento da mais pura, forte e singela amizade. &lt;br /&gt;A partir de então, não era mais apenas a presença de Zaqueu, era a necessidade de se ter um ao outro. Questão de sobrevivência!&lt;br /&gt;Não voltarão mais as 'pirações' juvenis, os momentos em que, até mesmo de forma inconsequente, 'aproveitamos a vida', fugimos, matamos aulas, viajamos, lanchamos, banhamos de chuva, escancaramos nosso amor através das palavras, gestos e constante companhia. &lt;br /&gt;Era comum chegar em determinado lugar e ser, de súbito, indagado: 'cadê o Zaqueu?' e, ironicamente, respondia: 'nunca mais o vi'.&lt;br /&gt;É... realmente acostumei-me mal. Não imaginava que um dia não me fariam mais aquela pergunta. Queria ouví-la novamente e responder como, muitas vezes, respondia: "faz tanto tempo que não vejo o Zaca; deve ter uns dois dias que não nos encontramos". A verdade é que dois dias longe um do outro era um martírio.&lt;br /&gt;Mesmo se passássemos o dia inteiro juntos, à noite, quando chegávamos em nossas casas, corríamos para o PC e continuávamos o papo no MSN.&lt;br /&gt;Parece exagero. Excesso de saudosismo.&lt;br /&gt;Mas não é!&lt;br /&gt;Há um pouco mais de três anos a história mudou tragicamente.&lt;br /&gt;Acostumar a viver outra vida não é fácil. &lt;br /&gt;Não sei se dá para acostumar-se a não viver uma amizade tão forte, verdadeira.&lt;br /&gt;É impossível não sentir tanta falta de alguém que era presença certa.&lt;br /&gt;Não dá para conter as lágrimas ao relembrar de uma vida feliz que foi vivida por dois, mas que, por uma infeliz circunstância, foi repartida ao meio.&lt;br /&gt;Parece exagero. Excesso de saudosismo.&lt;br /&gt;E é. &lt;br /&gt;Uma amizade exageradamente singela. Excessivamente saudosa.&lt;br /&gt;Inesquecível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-PAaZoQa7quo/TcdR9rTCLZI/AAAAAAAAAI4/ewiU6O-JOlM/s1600/FerroeZaca.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 193px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-PAaZoQa7quo/TcdR9rTCLZI/AAAAAAAAAI4/ewiU6O-JOlM/s320/FerroeZaca.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604538381322300818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-5629392140058240623?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/5629392140058240623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=5629392140058240623' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/5629392140058240623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/5629392140058240623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2011/05/excesso-de-saudosismo.html' title='Excesso de saudosismo'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-PAaZoQa7quo/TcdR9rTCLZI/AAAAAAAAAI4/ewiU6O-JOlM/s72-c/FerroeZaca.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-2968669267579452568</id><published>2011-05-07T22:19:00.003-03:00</published><updated>2011-05-07T23:11:24.670-03:00</updated><title type='text'>Antes do amanhecer</title><content type='html'>E há dias que são mais difíceis viver.&lt;br /&gt;Como uma onda, as lembranças da infância vêm à tona, saudades dos abraços, despreocupação, vida vivida sem muita razão de ser.&lt;br /&gt;Dos últimos anos, resta apenas memórias de uma vida feliz que, na verdade, nem era só felicidade. Acreditar que é amado e não ser, dói. dolorida ferida de amor. &lt;br /&gt;E amor fere? Não. Pelo menos até não saber que é amor.&lt;br /&gt;Há dias em que viver é tão duro; uma tarefa difícil, embora necessária. &lt;br /&gt;A tristeza se torna sólida, palpável, de tão real que é.&lt;br /&gt;Nesses dias, sentir falta do que não viveu é imprescindível! &lt;br /&gt;Há uma vida que, de fato, vivemos e outra que pensamos ter vivido.&lt;br /&gt;E essa outra vida é que nos faz tanta falta. &lt;br /&gt;O mundo encantado, construído enquanto vivemos certos momentos, torna-se tão mais atraente do que a vida real.&lt;br /&gt;Mas, encanto de mundo não rima com vida de verdade. &lt;br /&gt;As palavras mágicas perdem espaço para palavras duras que, ironicamente, sempre começam com: "Não quero te fazer sofrer". É mesmo?&lt;br /&gt;Há dias em que é difícil acordar, mas é necessário. Domingo é difícil.&lt;br /&gt;Sábado é solidão. Noite que antecede a profunda tristeza.&lt;br /&gt;Sábado é desabafo silencioso. (sons do teclado me acompanham. James ao ouvido grita: 'Melancolia!').&lt;br /&gt;Coração, do lado de fora, pede esmola, mas pedir esmola em um mundo tão egoísta é perda de tempo. É melhor conformar-se com a invisibilidade de ser mendigo.&lt;br /&gt;Coração, do lado de dentro, ainda é cego. Precisa curar-se. Óculos. Colírio. Outros olhos.&lt;br /&gt;É, há dias difíceis. &lt;br /&gt;Dias que são apenas noites.&lt;br /&gt;Dias em que se espera ansioso pelo sol. Mar. &lt;br /&gt;Dias que poderiam chegar antes mesmo do amanhecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-2968669267579452568?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/2968669267579452568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=2968669267579452568' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/2968669267579452568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/2968669267579452568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2011/05/antes-do-amanhecer.html' title='Antes do amanhecer'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-3631063949562562690</id><published>2011-03-31T09:24:00.013-03:00</published><updated>2011-03-31T11:04:11.704-03:00</updated><title type='text'>A primeira</title><content type='html'>Era um domingo. &lt;br /&gt;Não um domingo comum, como os outros.&lt;br /&gt;Dia 31 de março de 1991, há exatos vinte anos atrás, uma família se alegrava com o nascimento de um bebê.&lt;br /&gt;"É uma linda menina!", disse a enfermeira à sua mãe.&lt;br /&gt;Olhando para sua filha, com lágrimas nos olhos, a recém mamãe enche-se de ternura e um afeto que não há no mundo o que possa comparar. &lt;br /&gt;O pai da criança, impaciente e aflito, espera do lado de fora da sala de parto. "As duas estão bem. Parabéns, papai, você ganhou uma linda princesa". &lt;br /&gt;O nome havia sido escolhido: Priscila!&lt;br /&gt;Segundo alguns historiadores, o nome Priscila vem do latim e significa "velha, antiga", no sentido de "a primeira de todas", a que veio primeiro. Parece que nesse caso o nome casaria bem a essa pérola recém chegada: a primeira filha do casal Neemias Macário e Sonja Cristiane, primeira bisneta do Sr. Roldão Francisco, a primeira neta tanto dos avós paternos, João Macário e Mª das Neves, quanto dos avós maternos, Sr. Valdeci e D. Rita Emília Barbosa. &lt;br /&gt;E, por fim, mas não menos importante, é minha primeira sobrinha.&lt;br /&gt;(...pausa para respirar e suspirar...)&lt;br /&gt;Sinceramente, revirei minha caixinha das lembranças e não encontrei o dia que a vi pela primeira vez infelizmente, mas, felizmente, na caixa das emoções não me faltaram recordação!&lt;br /&gt;O dia em que tirou a foto, ainda bebê, na grama da Escola Caminho do Futuro eu estava lá com espectador.&lt;br /&gt;Indo de bicicletinha junto com o irmãozinho para a Escola Reino da Criança; algumas vezes tive o prazer de acompanhar esse trajeto.&lt;br /&gt;As incontáveis vezes que passou férias na minha casa, fins de semana, almoços, confraternizações, aniversários, casamentos, passeios, festividades natalinas, amigos-secretos. &lt;br /&gt;As inúmeras vezes que vimos filmes, comemos pipoca, bebemos refrigerantes, jogamos conversa fora e conversa dentro, que ficarão marcadas e eternizadas no fundo da mente e do coração.&lt;br /&gt;Como esquecer das muitas e muitas vezes que dormi em sua casa, sem nenhuma motivação maior a não ser o simples desejo de estar perto, olhar nos olhos, conversar, sentir que estava bem... ah... faltaria 'caracteres' para descrever em palavras todas as lembranças! &lt;br /&gt;Não teria como escrever/descrever coisas que palavras não podem dimensionar:&lt;br /&gt;"tio, tô com fome, não tem nada na geladeira"; algum tempo depois chego com um prato de 'cenoura refogada ao azeite de oliva com tiras de presunto e queijo' e um tempero especial, que a fazia gostar de tudo o quanto cozinhava: o amor (não, não estou falando de Sazon!). &lt;br /&gt;Puro, simples, sublime e imensurável amor.&lt;br /&gt;Vinte anos após àquele domingo, a pequena princesa, por determinação do tempo e da biologia, cresce e torna-se mais que 'a primeira' filha, neta, bisneta, sobrinha.&lt;br /&gt;Hoje, não por ser seu aniversário, pois há alguns anos a vida a tem moldado de forma impressionante, Priscila Moura de Lima tornou-se um exemplo de que pode-se ser bela sem ser vulgar, ser adolescente sem perder o respeito pelos pais, ser jovem e ter maturidade para dar a volta por cima quando sabe-se que errou e, por fim, se tornar uma mulher extremamente linda, decidida, ousada, inteligente e não perder a essência.&lt;br /&gt;Quanto a mim... bem, sou suspeito para falar, basta apenas dizer que nossa história de amor, mesmo sem eu saber, começou a exatamente vinte anos atrás.&lt;br /&gt;Te amo, Priscila, do mais profundo do meu coração. Saibas que para mim você sempre será a pequena primeira que se tornou a mais fiel e grande amiga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-3631063949562562690?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/3631063949562562690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=3631063949562562690' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/3631063949562562690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/3631063949562562690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2011/03/primeira.html' title='A primeira'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-6376818820811563034</id><published>2011-03-20T20:04:00.012-03:00</published><updated>2011-03-20T21:16:39.896-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caminhada'/><title type='text'>Tudo começa na caminhada...</title><content type='html'>"Caminhar, principalmente para quem está iniciando um programa de atividades, é ideal para trabalhar a função cardiovascular, melhorando o nível de condicionamento físico; para ajudar na perda de peso e fortalecer os músculos" (fonte: www.cyberdiet.terra.com.br)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era agosto de 2010. Pra ser mais exato, o segundo domingo do mês.&lt;br /&gt;Pelos benefícios citados acima, estava fazendo, além de exercícios na academia, caminhada na pista que fica ao lado do aeroporto da minha cidade.&lt;br /&gt;O domingo estava ensolarado, calmo, sem muita gente na pista. Perfeito para a pratica desta atividade física.&lt;br /&gt;Quando cheguei em casa, senti vontade de visitar uma certa igreja da qual simpatizava muito: a Nova Aliança. Naquele fim de tarde não pensei muito, não deixei o corpo, fadigado, descansar. Banhei, me vesti e fui.&lt;br /&gt;Sentei-me na arquibancada da igreja (na época, o templo localizava-se no Ginásio do Juçara Clube) e assisti ao culto, que estava agradável como sempre. Uma mensagem leve de um pastor visitante, sem muito 'apelo emocional', apenas as verdades bíblicas sendo pregadas e uma certa 'homenagem' ao Dia dos Pais. &lt;br /&gt;Após a pregação, o Pr. Nonato, pastor geral da igreja, fez o convite para quem quisesse aceitar a Cristo naquela noite. Continuei sentado onde estava: sozinho, pensativo.&lt;br /&gt;Ele insistiu e convidou alguém que quisesse 'reconciliar-se' com Cristo. Sem demora; racional e decididamente levantei, atravessei os corredores, me ajoelhei e entreguei-me de novo aos cuidados do Papai.&lt;br /&gt;Naquele dia, não pensei muito sobre o que deveria deixar, sobre as dificuldade de se 'remar contra a maré' do 'mundo', do que teria de abrir mão, apenas me prostrei e disse a Deus o quanto tinha saudades Dele.&lt;br /&gt;Chegando em casa, não teve como manter a mesma 'racionalidade' do culto. Abracei meu pai e, entre muitas lágrimas, disse: "Feliz Dia dos Pais. Tenho um presente pra você: voltei para os braços de Deus". Meu pai não entendeu muito as palavras, mas certamente compreendeu minhas lágrimas e, com muita alegria, me abraçou. Naquela noite, com toda certeza, ele dormiu bem leve, feliz.&lt;br /&gt;Não sei se fisicamente a caminhada tem me feito bem, mas ela tem sido um ótimo exercício espiritual. Às vezes, quando saio de casa para caminhar, convido o Espírito Santo para caminhar comigo e o resultado é sempre extraordinário. Posso ainda não estar 'sarado', mas sei que essa caminhada vai render bons frutos.&lt;br /&gt;Ainda não sei onde vou chegar, pois ao contrário da pista do aeroporto, a caminhada com Deus é dinâmica, o caminho nem sempre é familiar, conhecido, mas eu confio no meu personal trainer. Ele sabe qual melhor exercício pra mim. &lt;br /&gt;A caminhada é longa, eu sei... Alguma coisa me diz que ainda estamos apenas começando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-6376818820811563034?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/6376818820811563034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=6376818820811563034' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/6376818820811563034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/6376818820811563034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2011/03/tudo-comeca-na-caminhada.html' title='Tudo começa na caminhada...'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-716655853738815911</id><published>2011-02-27T13:15:00.004-03:00</published><updated>2011-02-27T14:11:51.342-03:00</updated><title type='text'>O coração de Ferro</title><content type='html'>Nasceu para amar e, desde muito cedo, soube disso.&lt;br /&gt;Podia até não saber o que era amor, mas amava.&lt;br /&gt;Passou a infância despreocupando-se em viver, apenas vivia e sabia que era assim mesmo que devia ser. Brincava, sonhava, dormia.&lt;br /&gt;Crescia.&lt;br /&gt;Preocupava-se em viver. Não vivia.&lt;br /&gt;Amava? Sim, mas, 'conscientemente', não sabia o que era amor. &lt;br /&gt;Sabia ser amado. Queria ser e era, embora não enxergasse um palmo à frente do seu nariz ou de sua dor. Mesmo assim era amado: com dor. &lt;br /&gt;O pai o amava. A mãe não precisava amar: era o amor personificado. Os irmão, da forma deles, o amavam. Mas ele mesmo só enxergava dor.&lt;br /&gt;Cresceu com problemas de visão, apesar de enxergar perfeitamente.&lt;br /&gt;Diante dos olhos sem fé, via os problemas gigantes, pois os aproximava muito dos olhos. Esquecia, ou não sabia ver, como eles realmente eram. A proximidade dos olhos o impediram de enxergar a vida pelos cantos, de onde apenas escorriam lágrimas, embaçando ainda mais a visão.&lt;br /&gt;Por muito tempo não viu. Mas era visto.&lt;br /&gt;Coração amável de Ferro. Um mole coração por detrás da ironia do apelido.&lt;br /&gt;Um coração ferido, enganoso. Coração humano. &lt;br /&gt;Amado por Deus e pelos que o cercavam. Aluno exemplar, amigo-irmão, tio palhaço, divertido... feliz!&lt;br /&gt;Não era isso que via no espelho. Não havia sido curado da miopia: enxergava nitidamente de perto, mas tão próximo estavam apenas 'os problemas'. De longe, tudo estava fora do foco, inclusive Deus. &lt;br /&gt;Via Deus de longe, por isso quase não O enxergava, embora Ele estivesse mais perto que sua própria pele.&lt;br /&gt;Perdeu-se muitas vezes pelo caminho, pois não via por onde andava. &lt;br /&gt;Sofreu. Mas, ainda assim, era visto. &lt;br /&gt;Um certo dia também viu.&lt;br /&gt;Ou pelo menos começou a ver. As coisas foram entrando no foco. Deus não estava tão distante. Ele não tinha tantos problemas assim, não era pior que os outros, era humano tal qual seu 'paistor', que errava, mas confiava em um Deus que não quer 'perfeição', quer um coração contrito, pois não resiste a um assim.&lt;br /&gt;O coração de Ferro via. &lt;br /&gt;E como começou a ver, não quis confiar em si próprio, pois sabia que "enganoso é o coração do homem".&lt;br /&gt;Quis guardá-lo, pois aprendeu que a fonte da vida jorra do coração.&lt;br /&gt;E, finalmente, percebeu que queria ser puro em meio a qualquer circunstância, pois leu um dia que "felizes as pessoas que têm o coração puro, pois elas verão a Deus".&lt;br /&gt;Enfim, assim é o coração de Ferro: ironicamente, não é duro. É de carne!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-716655853738815911?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/716655853738815911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=716655853738815911' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/716655853738815911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/716655853738815911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2011/02/o-coracao-de-ferro.html' title='O coração de Ferro'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-9175566947856160792</id><published>2011-02-01T02:05:00.003-03:00</published><updated>2011-02-01T02:31:15.295-03:00</updated><title type='text'>Paulo me entenderia?</title><content type='html'>Pergunta difícil... não sei se sim, mas gostaria muito de entendê-lo, quem sabe assim também, me entenderia.&lt;br /&gt;O dilema é o seguinte: Amo a Deus, de verdade, de coração, mas não consigo, ainda, viver como (acho que) deveria.&lt;br /&gt;É um dilema muito grande porque, às vezes, a sensação que se tem é de frustração. Não me arrependo, de forma nenhuma, de ser cristão, querer negar a 'mim mesmo' e remar contra a 'maré' dos meus desejos. A questão não é essa. A frustração, na verdade, é mais um constragimento por saber que um Deus tão SANTO, amoroso e misericordioso, me ama, literalmente, 'de graça'. Não preciso, nem posso, pagá-lo pelo que fez por mim na cruz. &lt;br /&gt;Essa é a parte mais difícil de entender a Graça de Deus, pois não aceitamos ganhar um bem tão incalculável: a vida eterna, assim... sem pagar um tostão por ela.&lt;br /&gt;Daí a nossa (ou apenas minha, não sei) frustração de não ser perfeito para 'merecer' o dom gratuito de Deus, mas é justamente isso que significa a graça: favor imerecido!&lt;br /&gt;Por que acho que o apóstolo Paulo me entenderia? Bem, pelo que me parece, eu não sou o único a ter esse 'probleminha' com o pecado. O cara que mais admiro na bíblia aparentemente também passou por uma fase, digamos, não muito fácil de compreender. Vejamos:&lt;br /&gt;Romanos 7.15-25&lt;br /&gt;"Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio.&lt;br /&gt;E, se faço o que não desejo, admito que a lei é boa.&lt;br /&gt;Neste caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim.&lt;br /&gt;Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo.&lt;br /&gt;Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo.&lt;br /&gt;Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim.&lt;br /&gt;Assim, encontro esta lei que atua em mim: Quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim.&lt;br /&gt;Pois, no íntimo do meu ser tenho prazer na lei de Deus;&lt;br /&gt;mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo, guerreando contra a lei da minha mente, tornando-me prisioneiro da lei do pecado que atua em meus membros.&lt;br /&gt;Miserável homem eu que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte?&lt;br /&gt;Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! De modo que, com a mente, eu próprio sou escravo da lei de Deus; mas, com a carne, da lei do pecado".&lt;br /&gt;Enfim... um dia vou entender direitinho o que meu amigo Paulo quis dizer nessa passagem. Por enquanto, quero acreditar que ele me entenderia sim, e me daria algumas dicas de quem conhece bem Jesus Cristo: "Ferro, relaxa um pouco! Confia na Graça de Deus e ame o Senhor de todo o teu coração, alma e mente a ponto de não querer outra coisa que não seja Ele. Assim você vai passar de fase e tirar esse 'probleminha' de letra... vai por mim!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-9175566947856160792?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/9175566947856160792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=9175566947856160792' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/9175566947856160792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/9175566947856160792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2011/02/paulo-me-entenderia.html' title='Paulo me entenderia?'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-8043101171227375043</id><published>2011-01-24T13:25:00.004-03:00</published><updated>2011-01-27T11:45:22.688-03:00</updated><title type='text'>Quem é o professor?</title><content type='html'>Chegou meio sem jeito. Cabelo “moicano”, calça jeans, camisa gola V. A turma estranha. “É aluno ou professor?”, certamente se perguntam. &lt;br /&gt;Ele começa a falar. Quem sabe tenta explicar o motivo de estar ali. &lt;br /&gt;Meio sem jeito ainda, continua falando, falando e falando. Enfim, a turma parece entender o que ele fala, pelo menos sabe que fala em português, mas não entende exatamente o que ele quer dizer. Questiona-se o motivo da substituição, já que o ‘antigo’ professor não deu motivo algum para se ausentar. &lt;br /&gt;Enfim, entendidas as partes, passa-se para o momento mais ‘dramático’, tanto da turma, quanto do ‘novo’ professor.&lt;br /&gt;A responsabilidade é grande, os alunos têm que compreender o que querem dizer aqueles números e fórmulas escritas no quadro.&lt;br /&gt;Dilatação Superficial... Superfície inicial vezes o coeficiente de dilatação superficial, que é duas vezes o coeficiente de dilatação linear, vezes delta téta, ou seja, a variação da temperatura e blá, blá, blá... Alguém sabe o que está escrito? As meninas estão olhando mesmo para o quadro ou para o estilo ‘boyzinho’ do professor? Os meninos decoram a fórmula ou pensam em uma piada para ridicularizar aquela “ameaça” à atenção feminina? O começo é sempre difícil, para qualquer coisa que se vá fazer. Mas estar em sala com uma turma de jovens de diferentes culturas, pensamentos, religiões e cores, não é uma tarefa muito fácil. Certamente é bem mais simples explicar a dilatação superficial. Voltemos para o quadro, então!&lt;br /&gt;O quadro, que outrora estava cheio de fórmulas e palavras, se apaga. Diferentemente das sensações que se vivem em sala de aula, que não se apagam nunca!&lt;br /&gt;Sentimentos que variam do amor ao ódio em questão de segundos. Sim, ser professor também é ser intenso! É vida real! É emoção de descobrir, a cada dia, algo novo. Mas algumas situações me fizeram refletir: quem realmente ensina quem? &lt;br /&gt;O professor, muito didático e atencioso, escreve o conteúdo no quadro, esboça sobre o tema proposto, aplica exercícios, explica como resolvê-los e, às vezes, quase os entrega de “mão beijada” para ter a felicidade de ver o aluno responder. O aluno, por sua vez, copia, ouve o que o professor diz (nem sempre é assim, mas... enfim), tenta resolver os exercícios e quando há dúvida, levanta o dedo e diz: “professor, não estou conseguindo responder”. Ele, solícito, vai até o aluno e explica novamente. “É, professor, é que não tenho muita facilidade com essa disciplina... trabalho o dia todo... tenho muitos irmãos... briguei com o namorado (a)... estou afim de um rapaz, mas não sei o que fazer... aquela menina me deixa fora do sério, professor, me chama a atenção...” e assim vai, compartilhando não só os problemas aritméticos, mas os problemas da vida. Vida que, às vezes, é incerta quanto ao futuro. &lt;br /&gt;Que profissão seguir? Estudar ou parar? Ser apenas dona de casa ou tentar uma vida mais independente? Trabalhar ou continuar estudando mais? E, assim, me levaram a reflexão de que mais aprendi do que ensinei. Aprendi que nem todos são iguais e que é extremamente necessário respeitar essas diferenças. Que não posso obrigá-los a aprender o que ensino, mas que posso dar motivos para que queiram aprender. Aprendi que ser um bom aluno, muitas vezes, não significa tirar 10 sempre, mas que o esforço para conseguir uma boa nota foi tudo o que se pôde dar naquele momento.&lt;br /&gt;Enfim, compreendi que ser professor é, também, ser aluno, que muitas vezes aprende o que as turmas podem lhe ensinar, mas outras vezes não. Que escuta, atentamente, o que eles querem dizer, mas nem sempre ouve o que é essencial. Aprendi que cada turma é única, cada aluno é singular e cada um tem um significado especial.&lt;br /&gt;Entendi, então, que ser professor é, acima de tudo, aprender lições que o ‘quadro da vida’ não apagará jamais.&lt;br /&gt;Obrigado, meus alunos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-8043101171227375043?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/8043101171227375043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=8043101171227375043' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/8043101171227375043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/8043101171227375043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2011/01/quem-e-o-professor.html' title='Quem é o professor?'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-8559697859822090392</id><published>2010-11-11T22:46:00.004-03:00</published><updated>2010-11-12T11:30:56.755-03:00</updated><title type='text'>Deus não me ama mais...</title><content type='html'>...quando eu acerto, nem me ama menos quando erro.&lt;br /&gt;Essa é uma característica do amor de Deus que é muito difícil de compreender (se eu disser que entendo totalmente estarei mentindo).&lt;br /&gt;A dificuldade em entender esse atributo se dá porque comparamos o amor de Deus com o que conhecemos sobre o “amor” ou com o que nos foi ensinado sobre o que é amar. Consciente ou inconscientemente, fomos levados a acreditar que só se deve amar o que é “bonito”, “bom”, “confortável”, enfim, o que de alguma forma nos traga satisfação. Quando criança, raramente nos ensinam que devemos amar, também, o coleguinha “feio” da sala, o cara “malvado” da rua, o mendigo da esquina ou nossos inimigos, como a bíblia ensina. &lt;br /&gt;Não culpe seus pais, ou qualquer outra pessoa, por isso. Eles estavam apenas “protegendo” você do lado “feio” da vida e deixaram que o tempo se encarregasse de ensinar as lições mais duras. O lado ruim disso é que, às vezes, ficamos grandinhos demais e não queremos aprender tais ensinamentos, afinal de contas eles só parecem ter validade para uma única pessoa que, por acaso, é o Filho do AMOR: Jesus Cristo. Parece que apenas o Filho de Deus é “obrigado” a amar o que “não presta”.&lt;br /&gt;Não quero ser demagogo e negar que é bem mais fácil e óbvio amar o que é “bonito”, “bom” e “confortável”. Antes de tudo, esse texto é uma lição para mim. &lt;br /&gt;O que me levou a escrever sobre o assunto foi a reflexão do imensurável e incompreendido amor de Cristo por nós: se doou a ponto de morrer por muitos que nem creriam Nele, que zombariam de Sua atitude, que O rejeitaria (isso se chama liberdade, ainda pretendo escrever sobre esse assunto), que O negaria e que sequer dariam ouvidos às Suas palavras. &lt;br /&gt;O que leva alguém a amar tanto assim? Por que Deus nos ama mesmo quando O ofendemos com nossas ações, palavras e pensamentos? Por que continua nos amando quando erramos o alvo? Penso que tem a ver com o fato de sermos criaturas Dele, com o fato de Ele ter nos projetado, arquitetado, sonhado conosco. &lt;br /&gt;Esses dias tenho olhado e feito algumas plantas de casas (rascunhos, para ser mais específico) e, quando eu concretizar alguma delas, não vou querer que digam que a casa é feia, foi mal projetada ou que está desconfortável. Eu, que sou apenas um mero mortal e nem sei desenhar, imagine o Grande Arquiteto, que fez tudo com tanta perfeição e amor! &lt;br /&gt;Será que Deus tem preferência por algumas das suas criaturas? É claro que não! Pois enviou seu Filho para morrer por TODOS, isso mesmo, em letras garrafais! “...Amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito...” (ah, você sabe João 3.16 de cor e salteado, não é? Nem preciso completar). Não importa se feio, bonito, rico, pobre, branco, negro, cristãos, ateus. Deus ama TODOS os pecadores (que alívio saber disso!), mas aborrece o pecado, pois é a única coisa que nos separa Dele e o que Deus não quer é ficar distante de nós, acredite!&lt;br /&gt;Esses dias estava me perguntando e, ao mesmo tempo, me respondendo: “sabe por que Deus não me ama mais? Porque o AMOR é do tamanho de Deus. Ele é o próprio amor, ou seja, é infinito. Deus não me ama mais porque seu amor por mim (e por ti também) é tão grande que não há mais para onde crescer!”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-8559697859822090392?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/8559697859822090392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=8559697859822090392' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/8559697859822090392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/8559697859822090392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2010/11/deus-nao-me-ama-mais.html' title='Deus não me ama mais...'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-8609890502470445299</id><published>2010-10-23T22:48:00.008-03:00</published><updated>2010-10-24T23:03:21.546-03:00</updated><title type='text'>Amor sacrificial</title><content type='html'>"Não me faça pergunta quando estou apaixonado", foi o que disse pra Deus há uns dias atrás.&lt;br /&gt;Já devo ter escrito em algum lugar que a maior prova de amor que se pode dar a uma pessoa é 'gastar' nosso tempo com ela, pois ele nos é dado com limite; é parte da nossa vida que não volta atrás; literalmente damos a vida pra alguem quando 'gastamos' nosso tempo com ela.&lt;br /&gt;Às vezes, me preocupa a forma como uso meu tempo. Será se não 'corro' demais e esqueço do que realmente importa? Será que tenho passado tempo suficiente com minha família para que ela saiba o quanto a amo? Será que tenho dado minha vida pelos meus amigos, colegas de trabalho ou qualquer outra pessoa que precise de ajuda? Será que amo a Deus a ponto de morrer, mesmo que não literalmente, pelos outros? Enfim, sei que qualquer outro bem que tivermos não se compara com o tempo que nos dedicamos às pessoas, mas será que tenho me dedicado àqueles a quem tanto amo? Espero ter respondido afirmativamente à maioria dessas indagações.&lt;br /&gt;Todavia, o que me fez refletir sobre 'amar verdadeiramente' ao próximo, foi o trecho de um livro que li, que diz o seguinte: "Para amar como Deus nos ama, talvez tenhamos de nos separar daquilo que nos é mais precioso, por causa dos outros". Sem dúvida nenhuma, o que tenho de maior valor, em primeiro lugar, é minha família, depois meus amigos, seja da faculdade, do trabalho ou de qualquer outro lugar. Eles são tão valiosos pra mim que não consigo imaginar a eternidade sem nenhum deles. Quero amá-los eternamente!&lt;br /&gt;Outro dia estava me perguntando: "Se Deus quisesse que eu fosse pra uma terra distante eu teria coragem de ir, mesmo sabendo que 'nunca mais' poderia ver aqueles a quem mais amo no mundo?" Foi aí que respondi: "Não me faça pergunta quando estou apaixonado, pois, sem pestanejar, eu responderia sim!". &lt;br /&gt;Só depois disso a frase do livro fez sentido pra mim. Quero ter o 'amor sacrificial' a ponto de me entregar sem reservas ao chamado de Deus, mas antes de 'partir' quero olhar nos olhos de cada pessoa que amo e dizer: não se preocupe comigo; é só por um tempo, pois teremos a eternidade toda para vivermos juntos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(dedicado à minha família e amigos)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-8609890502470445299?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/8609890502470445299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=8609890502470445299' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/8609890502470445299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/8609890502470445299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2010/10/amor-sacrificial.html' title='Amor sacrificial'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-3919746135763942375</id><published>2010-10-18T22:52:00.002-03:00</published><updated>2010-10-18T23:23:26.999-03:00</updated><title type='text'>Vale muito a pena!</title><content type='html'>Há alguns anos atrás, estava voltando da casa de um primo meu, que morava na Vila Ipiranga na época, e relembrei uma música que cantava na infância.&lt;br /&gt;A letra da música era a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Te amamos, Deus, e te adoramos;&lt;br /&gt;Com gratidão por teu amor!&lt;br /&gt;Escuta, ó Rei, esse meu cantar;&lt;br /&gt;Que este seja um doce som para Ti"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantei essa música, bem baixinho, durante todo o percurso: Vila Ipiranga-Vila Nova (quem conhece Imperatriz sabe que isso demoraria um bom tempo, cerca de uma hora, no mínimo!). &lt;br /&gt;Era uma tarde quente. Havia poucas pessoas no ônibus e por mais que eu tentasse parar de cantar, não conseguia. &lt;br /&gt;As lágrimas começaram a rolar dos meus olhos, pois sabia que aquela música não refletia a realidade. Eu não estava amando a Deus com minha alma, estava afastado Dele e nem era grato pelo Seu amor, como dizia a canção. &lt;br /&gt;Mesmo assim, não conseguia parar de cantar, eu estava incontrolável, inconsolável. Só conseguia pronunciar as palavras da música e chorar.&lt;br /&gt;Fiquei sem entender esse episódio por muito tempo.&lt;br /&gt;Há alguns dias, lembrei desse fato e perguntei pra Deus o que esse gesto tinha provocado. Será que eu teria tocado o coração de Deus com aquela canção regada à lágrimas?&lt;br /&gt;A resposta de Deus foi surpreendente:&lt;br /&gt;"É por esse motivo que hoje você pode me fazer essa pergunta, meu filhinho"&lt;br /&gt;Às vezes não entendemos o porquê de certas ações, nem damos muito valor aos momentos de verdadeira adoração a Deus, mas acredite, um gesto seu para com Ele pode salvar sua vida, por isso, Adore-O e Ame-O com todo o seu coração, alma, força e entendimento. &lt;br /&gt;Vai por mim, vale muito a pena!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-3919746135763942375?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/3919746135763942375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=3919746135763942375' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/3919746135763942375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/3919746135763942375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2010/10/vale-muito-pena.html' title='Vale muito a pena!'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-1886471044333669219</id><published>2010-10-11T17:13:00.005-03:00</published><updated>2010-10-11T22:44:59.980-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perseverança'/><title type='text'>À Africa!</title><content type='html'>Perseverança: essa foi a palavra do pastor ontem, na igreja.&lt;br /&gt;Enquanto ouvia o ensinamento, pensei na minha vida desde a infância (quando já cantava na igreja), e lembrei que em certo momento, tomei outro rumo e me afastei dos projetos Dele pra mim. &lt;br /&gt;Compreendi que posso ter perdido algum tempo ou ter atrasado os planos de Deus, mas sei que em tudo Deus tem um propósito e creio que se o 'plano A' não funcionou, Deus tem até o 'plano Z' pra mim e ainda que eu 'estrague' todo o alfabeto (incluindo K,W e Y), Ele pode recomeçar no A.1, A.2... e por aí vai!&lt;br /&gt;Enfim, aprendi há uns dias que nada está fora do controle do Papai e que Ele pode transformar maldição em bênção (Ne 13:2). Com Ele, é possível que desertos se tornem terras férteis e produtivas... com minha vida não seria diferente.&lt;br /&gt;É lógico que não posso evitar as consequências das minhas escolhas. É a lei da semeadura: se plantei limão é impossível que eu colha uvas, mas o importante é que um dia entendi que sou uma terra fértil, e o que for plantado a partir daquele dia vai definir minha colheita. Agora sim, estou plantando uvas!&lt;br /&gt;O que isso tem a ver com perseverança?&lt;br /&gt;Bem, ainda devo aprender muito sobre essa palavrinha, mas o que mais me chamou atenção ontem, durante a 'palavra', foi entender que pessoas que eu ainda nem conheço podem estar esperando pela minha perseverança. &lt;br /&gt;Por isso, não vou desistir! &lt;br /&gt;Aguentem firmes, meus irmãos africanos... um dia estarei com vocês, vou perserverá até chegar aí.&lt;br /&gt;Se o Papai não me chamar antes... é claro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-1886471044333669219?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/1886471044333669219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=1886471044333669219' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/1886471044333669219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/1886471044333669219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2010/10/africa.html' title='À Africa!'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-845592866042726189</id><published>2010-10-10T12:24:00.007-03:00</published><updated>2010-10-10T22:19:31.701-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='começo'/><title type='text'>O começo</title><content type='html'>O que escrever quando alguem já sabe o que vai ser escrito? Que palavras usar?&lt;br /&gt;Eis minha dificuldade. &lt;br /&gt;Quero escrever pra Deus, mas Ele já sabe de tudo antes mesmo de eu digitar.&lt;br /&gt;O que fazer, então?&lt;br /&gt;Já sei... &lt;br /&gt;Ao invés de escrever PRA Ele, que tal escrever COM Ele? &lt;br /&gt;Acho uma ótima idéia!&lt;br /&gt;Então, assim será a partir de hoje. Ao invés de usar o meu blog como "Diário de bordo 'dessa' vida", vai ser o "Diário de bordo de 'nossa' vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo tem um começo ("exceto Eu", diz Ele, que Sou O começo), mas enfim, pra mim, tudo teve um começo. O meu foi antes mesmo de nascer (Sl 139:15-16), pois Ele já fazia planos pra mim, apesar de em nenhum momento me obrigar a cumpri-los.&lt;br /&gt;Dentre muitas possibilidades (a biologia explica isso), eu fui escolhido para nascer. Sim, acredito que fui escolhido, não sou um acidente ou obra do 'acaso', Ele me escolheu (Jo 15:16) e Nele se cumprem os propósitos do meu nascimento. Decidi amá-Lo e viver de uma forma que agrade a Ele. &lt;br /&gt;- "Ah tá, Ferro... vai dizer que agora você é 'santo'?" &lt;br /&gt;- "Sim, sou! E sabe o que é ser santo? É ser separado para Deus (não tem nada a ver com ser perfeito) e foi isso que decidi ser: separado para Ele". &lt;br /&gt;Mas, a vida com Cristo não é 'palavra' e não sou eu que vai convencer ninguem que agora sou 'outra pessoa', até porque, na verdade, sou a mesma, mas que aprendeu a não acreditar em mim mesmo, na minha 'natureza' ou nas minhas próprias forças. Decidi confiar Nele e 'remar contra a maré', fazer o que Ele quer que eu faça e viver do jeito que o Papai quer que eu viva, afinal de contas a vontade Dele é boa, perfeita e agradável (Rm 12:2) e eu acredito nisso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-845592866042726189?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/845592866042726189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=845592866042726189' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/845592866042726189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/845592866042726189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2010/10/o-comeco.html' title='O começo'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-6429246840880113962</id><published>2010-07-07T18:27:00.005-03:00</published><updated>2010-07-13T00:47:23.910-03:00</updated><title type='text'>Apesar de cansado, viver!</title><content type='html'>Esses dias escrevi que "às vezes, viver cansa", o que é verdade. Mas, de todo modo, é melhor viver cansado do que não viver.&lt;br /&gt;Há pessoas que escolhem não viver, como noticiado esses dias nos jornais locais os rumores de dois suicídios.&lt;br /&gt;Refletindo sobre esses acontecimentos pensei nas aulas de sociologia, explicando que o suicídio é uma ação egoista, pois, em muitos casos, quem o pratica acha que não há outra forma para se resolver 'o problema', sendo 'a única saída' o suicídio. &lt;br /&gt;Por outro lado, pensei também em quantos que, até tinham problemas, mas que não queriam morrer e não puderam escolher a vida, como meu primo Zaqueu, que foi 'estupidamente' assassinado; sem motivo algum.&lt;br /&gt;É, viver cansa! &lt;br /&gt;E me cansa ter que viver sem ele, sem meu melhor amigo. Estou cansado de não poder contar-lhe como estou, de não poder compartilhar que tenho amado, sofrido, suspirado. Nos últimos dias tenho sonhado com ele: andamos juntos, conversamos como sempre fizemos, sorrimos, brincamos... vivemos. Mas ao acordar, a 'realidade' me dá um tapa e mostra que não há mais vida para 'nós', só há vida para 'eu'. Engulo seco e decido viver, mesmo cansado, mas tenho a opção de viver.&lt;br /&gt;Parece que não sou egoísta. Não tenho pretensão nenhuma de resolver 'meus problemas' sozinho, por isso, conto com o abraço aconchegante de minha mãe, que me consola. Com o silêncio de amor da Cilla, que não precisa dizer nada pra eu saber que ela sempre estará comigo, me ajudando no que eu precisar. Conto com o carinho de toda minha família, demonstando, a cada dia, que "estão aqui para o que der e vier" e me amando incondicionalmente. &lt;br /&gt;E assim vou vivendo: me cansando e descansando em alguns braços; sentindo falta de alguns abraços também, mas que por certo chegarão na hora certa, na medida exata.&lt;br /&gt;Decido, pois, viver e morrer cansado, mas certo de que vai valer a pena cada suspirar e respirar... Sim, eu sei que valerá!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-6429246840880113962?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/6429246840880113962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=6429246840880113962' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/6429246840880113962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/6429246840880113962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2010/07/apesar-de-cansado-viver.html' title='Apesar de cansado, viver!'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-7577839803352894079</id><published>2010-07-01T11:23:00.010-03:00</published><updated>2010-07-01T13:00:05.530-03:00</updated><title type='text'>A caminhada</title><content type='html'>Ele anda...&lt;br /&gt;Há tempo caminha, mas não sabe para onde.&lt;br /&gt;Às vezes está certo de que está no "caminho certo", daí tropeça nas pedras e acha que se enganou. Realmente, ele está perdido.&lt;br /&gt;Perdidamente apaixonado, anda. Na verdade, vagueia por um caminho traiçoeiro: o seu coração, pois "coração dos outros é terra que ninguem anda", já dizia o ditado. Ele apenas balança a cabeça e concorda. Se não pode andar no dos outros, ele anda no seu. &lt;br /&gt;Mas o coração dele é terra incerta também, pois depende do 'outro', que pulsa descompassado ou não pulsa.&lt;br /&gt;Engana-se, então, dizendo conhecer tão palpitante coração. &lt;br /&gt;Acredita que é amado só para acalmar um 'músculo involuntário' que nunca soube o que é o amor de outro, que confunde os sentidos e pensa ser recíproco um sentimento alheio ao seu. E coração pensa? Esse sim! É 'racionalmente apaixonado'.&lt;br /&gt;De tanto caminhar, ele cansa. Vê miragens que lhe parecem reais o que, de certa forma, dão-lhe forças para prosseguir.&lt;br /&gt;Em sua estrada há pedras, até queria transpassá-las, mas não vê nada do outro lado que o impulsione a saltar. &lt;br /&gt;Ah, se houvesse um outro coração lhe esperando! Por certo caminharia sem medo e, nem se houvesse uma montanha, conseguiria ver dificuldade. Só exergaria o amor, pois desde muito cedo suspira por ele.&lt;br /&gt;Caminhou muito... Os pés cansaram ainda mais, mas ele anda.&lt;br /&gt;Aonde vai parar? Não se sabe, mas está certo que anda. Caminha ao encontro do nada, do mar revolto, das pedras da estrada; para o outro lado da montanha, pois lhe resta a esperança de que sua caminhada não termine tão solitária quanto a partida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-7577839803352894079?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/7577839803352894079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=7577839803352894079' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/7577839803352894079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/7577839803352894079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2010/07/caminhada.html' title='A caminhada'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-7255171784320047824</id><published>2010-05-19T22:14:00.003-03:00</published><updated>2010-05-19T23:32:02.221-03:00</updated><title type='text'>Conselhos para mim mesmo</title><content type='html'>Pensamentos soltos, sem nada que os prenda. O fantástico mundo deFerro gira, gira e me deixa tonto. As palavras faltam (sempre fui ruim de 'descrição' mesmo), meu vocabulário não alcança o sentimento/pensamento; eles vão muito além. Ultrapassam a velocidade da luz (mesmo essa que está sobre minha cabeça). Aliás, luz é o que falta à minha cabeça... parece que os estalos de ideias tem corrido pra longe de mim. Há tempos não tenho um projeto pra arquitetar. &lt;br /&gt;Minto! Tenho um projeto desde criança: ir embora, morar longe e só, pra poder, no cúmulo da rebeldia, fugir de casa para os braços da minha mãe (e que braços confortáveis!!!). &lt;br /&gt;Ultimamente, todas as noites tem sido iguais (leia-se 'noite' o período onde não há mais ninguem ao meu lado), é o tempo mais escuro pelo qual passo. &lt;br /&gt;Nesse intervalo de tempo as coisas acontecem de forma semelhante: mergulho em pensamentos que vão desde a infância à minha velhice. Sinto falta de quem se foi pra nunca mais voltar e de quem ainda não chegou. Penso nas coisas que aprendi na escola, na vida, na dor e na alegria e chego a uma conclusão: a vida é uma excelente professora; a gente aprende muito com ela, mas será se, às vezes, precisamos de lições tão duras? Por que precisamos perder quem amamos pra saber que deveríamos ter amado mais antes de perder. "Meu caro Ferro, seu discurso é muito clichê: dar valor enquanto temos", concordo plenamente! Grito isso todos os dias: valorize enquanto tem, porque depois que perde não se pode voltar mais, não se pode consertar mais e, em muitos casos, não se pode viver mais - a infância, uma amizade compartilhada, um amor perdido, uma paixão arrebatadora, uma caminhada na praia em silêncio, uma taça de sorvete, um beijo na chuva, uma aventura. &lt;br /&gt;Enfim, não nos resta muito tempo, nem muitas escolhas. Outro dia ouvi um amigo se queixar de não ter feito a coisa certa no passado, de não ter ido atrás do 'verdadeiro amor' e, por isso, hoje olha arrependido pra um dia que ficou em sua memória e que não voltará jamais: o dia em que deveria ter decidido por perdoar e amar sem medo. &lt;br /&gt;Não digo que se perdermos a 'oportunidade de nossa vida' nunca conseguiremos ser felizes; não sou tolo de pensar que na vida temos apenas uma possíbilidade, do contrário, acho que existem mil; mas a questão é: devo mesmo confiar no que ainda virá? Não é arriscado demais deixar pra viver depois?&lt;br /&gt;Engraçado... conselhos de mim para mim mesmo, mas quem se importa? Afinal de contas, ao escrever, primeiramente escrevo pra mim. Por pura coincidência, outras pessoas podem balancar a cabeça e concordar: "é Ferro, você tem razão, devemos viver o agora, dar valor enquanto temos e ao tempo que dispomos", pois, parafraseando a mim mesmo, esse é o único tempo que há, "quer seja pra viver ou pra morrer a vida".&lt;br /&gt;Faça como eu, escolha viver!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-7255171784320047824?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/7255171784320047824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=7255171784320047824' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/7255171784320047824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/7255171784320047824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2010/05/pensamentos-soltos-sem-nada-que-os.html' title='Conselhos para mim mesmo'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-8565482618196713194</id><published>2010-04-10T18:08:00.006-03:00</published><updated>2010-04-11T11:08:58.691-03:00</updated><title type='text'>"Lua Nova" não fala apenas de vampiros e lobisomens (pelo menos pra mim)</title><content type='html'>Ontem, assisti &lt;em&gt;Lua Nova &lt;/em&gt;e nem imaginava que aprenderia tanta lição.&lt;br /&gt;Em algumas cenas, me via na tela (não, não sou vampiro, lobo, nem tampouco a menininha indefesa que tem a 'sorte' de ser disputada por dois amores), mas é que alguns conflitos do filme me fizeram repensar sobre situações da vida.&lt;br /&gt;De todas as coisas que vi e ouvi, uma das que mais me marcou foi a fala do pai de uma das personagens principais: Bella. Ele dizia: "às vezes, temos que aprender a amar o que é bom pra nós", se referindo à Jacob (lobisomem), que disputa o amor de Bella com Edward (não sei se acertei o nome do vampiro). &lt;br /&gt;Bem, do ponto de vista prático, Bella deveria, sem dúvida, se jogar aos braços de Jacob, aceitar seu amor e viver "feliz para sempre", mas não é assim (nem na vida real também), nunca fazemos o que deve ser feito, nem escolhemos, na maioria das vezes, amar as pessoas "certas" e, ainda mais, há sempre um desfecho maior para se chegar ao final feliz, ao "The End". No caso do filme, já foi 'predestinado' que Bella amaria Edward e seriam felizes para sempre, só resta esperar para que a saga acabe, a tela se apague e outra fictícia história de amor termine bem sucedida.&lt;br /&gt;Não tenho favorito para torcer, só decidi escrever sobre o filme por um motivo: consegui ver nele além de vampiros e lobisomens. Vi a mim.&lt;br /&gt;Eu, mesmo não sendo Bella (sou belo, rs) daria uma chance para a praticidade e "aprenderia a amar o que é bom pra mim", pois, na vida real, isso pode ser bem melhor do que esperar por um vampiro, que partiu com a desculpa de estar "fazendo o melhor" para a sua amada. Infelizmente, esse desfecho só dá certo em filme, pois pra mim, se há amor de verdade, nunca, em hipótese nenhuma, deve se partir, pois pode não se ter mais tempo de 'colar' um grande e verdadeiro amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-8565482618196713194?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/8565482618196713194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=8565482618196713194' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/8565482618196713194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/8565482618196713194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2010/04/lua-nova-nao-fala-apenas-de-vampiros-e.html' title='&quot;Lua Nova&quot; não fala apenas de vampiros e lobisomens (pelo menos pra mim)'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-5996465115291193131</id><published>2010-04-07T17:40:00.001-03:00</published><updated>2010-04-07T17:42:39.363-03:00</updated><title type='text'>Bar</title><content type='html'>Mais um drink... e alguns vinte amigos na minha carteira. O que existe é solidão... Ela, que se perde por entre os copos, por entre os corpos que se perdem... Pessoas, identidades, medos, carinhos é o que insiste estar à volta.&lt;br /&gt;Quando paro e penso, não vejo minhas mãos, não sinto o gosto desagradável que é estar sozinho à mesa, não sinto vontade de ir-me, primeiro julgo necessário existir um caminho firme pra depois, sim, me dar conta já num estado ébrio, talvez, de que também não sinto minhas pernas... mas, pra recreio dos meus olhos, aprecio os casais se namorando; alguns discutindo problemas irresolvíveis, o que é uma pena. Infelizmente, é uma pena os casais se desfazerem pelo nada que os invadem, resolvo me entorpecer de perguntas, afinal não são as respostas que movem o mundo (penso)... &lt;br /&gt;Mais um drink!!! Que a vida recomece do outro lado do oceano pra alguém, ou, termine pra outrem do meu lado, como um cigarro que se perde e vira cinza... Não perdi alguém, de forma que algo me traga uma lembrança recente; uma sensação vazia me vem à memória, é a perda total da confiança em mim mesmo... &lt;br /&gt;O céu. Olho o céu, a solidão eterna das estrelas egoístas. Quase que acendo um cigarro... mas penso melhor, logo, desisto sem um motivo relevante aparentemente. A vida não é uma garrafa de tequila a esvair-se e depois outra e outra... A vida é o amargo, é a inteligência articulada das pessoas em busca de paz inerente e eu aqui, numa mesa a espera de um garçom, à espera de um milagre, à espera do inexorável... e nada acontece, nem mesmo o garçom me percebe. &lt;br /&gt;Agora sim, acendo um cigarro. Finalmente viro um meio copo de uma vodka, que me desce como alguém que se sente sem saída ao cair dentro de um poço, infinitamente, sem fundo. &lt;br /&gt;Bem-vinda, noite, queira sentar-se, por que eu já não sou o mesmo de poucos minutos atrás, não sou mais o menino, que cheio de esperança fica acordado à espera do presente. &lt;br /&gt;O chão é frio e sólido e os boletos bancários têm dia e horário para que tenham um pagamento efetivado... Uma citação talvez caísse bem, mas tenho odiado abrir aspas pra dizer o que já foi dito. Julgo desnecessário o convite, minha cara noite. &lt;br /&gt;Por vários momentos, ultimamente tenho insistido em me achar sem saída, sem um farol. Mesmo a quilômetros de distancia, prefiro observar, no entanto. Onde está minha mente? Onde se encontram os meus cartões de crédito bloqueados... “a conta, por favor! A conta, por favor!” Ou mais um gole de saudade, para que meus pulsos de felicidade se cortem sozinhos e, repentinamente, eu me vá daqui a alguns minutos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;por Geziel Lima&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-5996465115291193131?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/5996465115291193131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=5996465115291193131' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/5996465115291193131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/5996465115291193131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2010/04/bar.html' title='Bar'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-1815616330269127038</id><published>2010-03-21T01:46:00.009-03:00</published><updated>2010-03-21T02:22:50.638-03:00</updated><title type='text'>Na minha velha Infância</title><content type='html'>Ah... infância...&lt;br /&gt;Quantos suspiros serão necessários para relembrá-la? Muitos... muitos mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrar da infância é trazer à mente os velhos amigos (que cresceram e estão por aí, seguindo rumos distintos, vivendo novas histórias e, quem sabe, sentindo saudade também de um tempo que não volta mais). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar na infância é recordar as brincadeiras reais, nada virtual (não tenho nenhum problema com o mundo virtual, só acho que nada paga correr com os amigos nos quintais, subir árvores, fazer-de-conta que somos os mais poderosos, mais ricos (infinitonários), voar para um mundo só nosso, onde só as crianças têm acesso) e, hoje em dia, a 'virtualidade' rouba isso da nossa 'nova infância'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, como é bom relembrar o cheiro e o gosto da infância, as despreocupações que temos, e as ocupações com nada além de brincadeiras, mimos dos pais, dormir, acordar e viver.    &lt;br /&gt;Quando crescemos somos obrigados a encarar um mundo que espera muito de nós, que nos leva muito à sério e que, às vezes, nos impõe 'seriedade' também. &lt;br /&gt;Quando crianças, não... apenas vivemos e pronto... isso basta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um tempo sem escrever, fico feliz por voltar aqui e 'começar do começo' (sim, proposital redundância), lembrar de um tempo onde nem imaginava que seria 'gente grande', que um dia escreveria e que, num sábado desses quaisquer, pelo menos por um dia, gostaria de voltar a minha amável e "velha infância".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-1815616330269127038?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/1815616330269127038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=1815616330269127038' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/1815616330269127038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/1815616330269127038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2010/03/na-minha-velha-infancia.html' title='Na minha velha Infância'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-8865505300844204112</id><published>2009-11-29T21:45:00.004-03:00</published><updated>2009-11-30T22:30:16.429-03:00</updated><title type='text'>O que é saudade.</title><content type='html'>Sentir falta não é saudade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente sente falta de qualquer coisa, não necessariamente daquilo que gostamos.&lt;br /&gt;Saudade só se sente de quem se amou um dia.&lt;br /&gt;De quem te fez feliz por instantes.&lt;br /&gt;De alguem que, em algum momento, te fez esquecer o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhada por uma dose de melancolia, a saudade dói!&lt;br /&gt;Pois ela mostra que o tempo não volta, que os momentos registrados na memória são únicos. Que não há cópia, nem xerox, nem 'replay' nem qualquer outro artefato que te faça reviver o que já passou. (Bom seria se a tão sonhada máquina do tempo estivesse no mercado. Juntaria uma grana e pediria pelo submarino.com em 10x sem juros!) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bons e marcantes momentos da vida ficam apenas na memória, na caixinha das lembranças que, às vezes, se encarrega de apagar ou perder alguns 'arquivos' relevantes (seria uma espécie de proteção?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dentro de cada pessoa tem um cantinho escondido, ancorado de saudade", já cantava Marisa Monte. Essa música, pra variar, me fala muito, pois diz que, até podemos mudar, fugir, se esconder, mas o "cantinho" estará sempre conosco, por onde quer que formos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse canto é o meu refúgio. &lt;br /&gt;É pra onde vou desde quando o Zaqueu partiu e a saudade dele já não cabe mais na alma.&lt;br /&gt;Quando não tenho o abraço da minha mãe disponível, lá eu me abrigo.&lt;br /&gt;Se meus amigos não podem me ouvir, nesse canto eu tenho liberdade de falar do que o meu coração está cheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio, pensei que esse post definiria esse sentimento (?) tão presente em mim, mas vejo que não há como definir algo que eu não consigo, ainda, entender. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é saudade, afinal?&lt;br /&gt;É aquela dor no peito cada vez que se lembra de alguem, lugar, data, perfume, sabor ou momento?&lt;br /&gt;É aquela angústia que aperta o coração por saber que o tempo de 'amar' acabou? Que os mortos não voltam mais? Que os sobrinhos não voltam a ser crianças indefesas, que te têm como um herói e que riem das suas piadas sem graça?&lt;br /&gt;É aquele vazio por lembrar que sua infância foi a melhor do mundo, que lá você teve os melhores momentos da vida, onde cada descoberta era acompanhada de um riso fora do comum e, mesmo assim, você não percebeu nada disso?&lt;br /&gt;É aquele nó na garganta por vontade de gritar a falta que sua alma sente por não ter vivido mais, amado mais, prestado mais atenção a tudo que as pessoas que te cercam tem a dizer?&lt;br /&gt;Bem, creio que não será aqui que encontrarei as respostas, mas valeu a pena me fazer cada uma dessas perguntas. Elas me ajudam a saber quem eu sou e a querer buscar, intensamente, o Ferro que pode estar perdido nas lembranças, nos cantinhos, nos olhares, amores e na minha própria memória. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse post nasceu depois de ouvir uma música que explica muito bem o sentimento que há em meu peito quando o assunto é saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É tão estranho&lt;br /&gt;Os bons morrem jovens&lt;br /&gt;Assim parece ser&lt;br /&gt;Quando me lembro de você&lt;br /&gt;Que acabou indo embora&lt;br /&gt;Cedo demais". (Love In The Afternoon - Legião Urbana) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me perguntarem, hoje, o que é saudade eu direi que ela tem nome, sobrenome e foi um dos grandes amores da minha vida: Zaqueu Sousa de Sá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-8865505300844204112?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/8865505300844204112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=8865505300844204112' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/8865505300844204112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/8865505300844204112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2009/11/o-que-e-saudade.html' title='O que é saudade.'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-8613979227418274537</id><published>2009-11-16T13:06:00.001-03:00</published><updated>2009-11-16T13:12:00.245-03:00</updated><title type='text'>Postagem especial.</title><content type='html'>Essa é uma postagem especial de uma pessoa muito querida.&lt;br /&gt;Dênis é um grande amigo que cursa Letras na Universidade Estadual do Maranhão e se tornou um leitor assíduo aqui.&lt;br /&gt;Desde então, me prometeu um artigo e hoje, no dia do aniversário do blog, o artigo chegou a mim! :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com muito prazer que tenho a honra de publicar esse texto aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ao mudar o que é necessário em você, você muda o mundo a sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dias demasiadamente complicados. Dias em que temos que nos deparar com nós mesmos. Dias em que tudo o que fomos e somos vem à tona, e já não há como fugir desse confronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os planos falham, somos levados a uma reflexão que, inevitavelmente, coloca-nos diante de tudo o que almejamos conquistar, e assim, sendo tomados por um sentimento angustiante.&lt;br /&gt;Será que tudo o que desejávamos ser, é o melhor pra nós? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos fazemos tal indagação, é sinal que nossa história está tomando rumos absolutamente surpreendentes. É a nossa trilha que está fugindo de nós, que está nos levando aonde não imaginávamos chegar. E não existe nenhuma saída que não seja nos adaptar a tais circunstâncias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que é tão complicado mudar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certas formas de mudança são complexas, nunca estamos preparados para enfrentá-las. Tanto no que se refere ao nosso mundo exterior, quanto ao nosso mundo interno. Temos sempre a idéia errônea de que não é possível modificar certos pontos de nossa personalidade, que dificulta nossa convivência no mundo e que, de certa forma, prejudica a nós mesmos. Então preferimos ficar estagnados e julgamos ser improvável alterar qualquer traço de nossa personalidade.&lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;Por que mudar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sermos tomados por uma necessidade de mudança, temos a consciência do que precisamos melhorar, e nos tornamos lúcidos o suficiente para ter a noção exata daquilo que nos afeta de forma substancial, para que possamos intervir posivitivamente nesse processo, e alterarmos a forma de vermos o mundo e de o mundo nos ver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DENIS BANDEIRA&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-8613979227418274537?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/8613979227418274537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=8613979227418274537' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/8613979227418274537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/8613979227418274537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2009/11/postagem-especial.html' title='Postagem especial.'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-7372161582699441482</id><published>2009-11-16T12:19:00.003-03:00</published><updated>2009-11-16T12:48:09.792-03:00</updated><title type='text'>Um ano...</title><content type='html'>Em um ano, muitas palavras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confissões, desabafos, trabalhos, pensamentos soltos, homenagens, críticas...&lt;br /&gt;Durante este tempo, muitas palavras foram escritas (digitadas) sem pretenção alguma, a não ser a de satisfazer a necessidade de escrevê-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada palavra aqui teve sua função... sua intenção.&lt;br /&gt;Em muitos casos, escrevi só pra mim (mas porque publicar em um lugar que é 'coletivo'?), mas quis compartilhar nesse espaço que se tornou meu diário de bordo, aliás, essa foi uma das razões pela qual criei o blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início, não imaginei que poderia 'conquistar' alguns leitores. Até acho que alguns dos textos são 'legíveis', mas não há nada de 'complexo' neles... na verdade são até muito banais, mas, enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de agradecer àqueles que me visitam, que leem, que gostam ou não dos textos.&lt;br /&gt;Me sinto lisonjeado com os comentários (grande parte de meus amigos... rs) mas, também, de pessoas que, por acaso, passaram por aqui e gostaram do que viram. É um prazer tê-los aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim... foi um ano de poucas publicações, mas de sinceras palavras.&lt;br /&gt;Aos que me leram nas entrelinhas, aos que, superficialmente, me conheceram, aos que foram personagens das minhas publicações e a todos que, de alguma forma, estiveram em meus textos. Muito obrigado por tudo!&lt;br /&gt;Em especial, à Cilla Moura, que ama meus textos incondicionalmente e ao Zaca, que mesmo não tendo acessado esse blog uma só vez, sempre esteve aqui, seja no 'legado cultural' que me deixou, seja nas minhas homenagens póstumas, escritas nas horas de angústia, quando o que eu mais queria era que ele soubesse o quanto penso nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero estar aqui por muitos e muitos anos e que você, leitor, também esteja junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande abraço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Azaias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-7372161582699441482?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/7372161582699441482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=7372161582699441482' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/7372161582699441482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/7372161582699441482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2009/11/um-ano.html' title='Um ano...'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-6836845040139036448</id><published>2009-08-01T16:35:00.004-03:00</published><updated>2009-08-01T16:43:46.769-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='faculdade'/><title type='text'>Série: "Trabalho de Ética e Jornalismo" (5)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Responsabilidade Jornalística&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Há certos furos que é melhor publicar só quando todo mundo tiver&lt;/em&gt;” (Carlos Laino Jr.)&lt;br /&gt;Uma das questões éticas de grande importância nos dias de hoje e que envolvem a prática jornalística é a questão da responsabilidade do profissional na divulgação dos fatos e publicação das notícias. Teria mesmo, o jornalista, o direito de dizer o que quiser e quando quiser? Não é bem assim. O jornalista deve estar consciente de que ele é responsável por aquilo que propôs publicar e tem o dever de responder por suas ações diante da sociedade.&lt;br /&gt;Deve-se correr o risco de escolher entre a responsabilidade ou a vendagem do jornal diante de um furo ‘inconfirmado’? O melhor, nesse caso, é esquecer o furo, checar as informações e optar pela ética. Mesmo que o jornalista seja o último a noticiar o fato, mas, escolhendo por agir responsavelmente, além de ganhar a credibilidade, evita-se um processo judicial, por exemplo, por divulgar informações duvidosas, sem base suficiente e nem comprovação legal de sua veracidade.&lt;br /&gt;A questão da responsabilidade jornalística é tão séria que o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros tem um capítulo específico para o assunto: o capítulo III – “Da responsabilidade profissional do jornalista”.&lt;br /&gt;O artigo 8º do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiro diz que “&lt;em&gt;o jornalista é responsável por toda a informação que divulga desde que seu trabalho não tenha sido alterado por terceiros, caso em que a responsabilidade pela alteração será de seu autor&lt;/em&gt;”. Mais à frente, no capitulo 10, ele fala que “a opinião manifestada em meios de informação deve ser exercida com responsabilidade”. Ainda nesse capítulo, o inciso II do artigo 12º diz que o jornalista deve buscar provas que fundamentem as informações de interesse público, ou seja, é dever do jornalista buscar a veracidade dos fatos antes de divulgá-lo, mas será se na prática tem sido, mesmo, assim? Os jornalistas respeitam o código de ética que os regem? Nem sempre.&lt;br /&gt;Um dos exemplos de irresponsabilidade jornalística dos últimos anos foi o caso da Escola Base. O caso, ocorrido em 1994, teve grande repercussão nacional. Em síntese o caso ocorreu da seguinte forma: duas mães registraram queixa contra os diretores da Escola de Educação Infantil Base, denunciando a ocorrência de abuso sexual a seus filhos, um menino e uma menina, de quatro anos de idade. Mesmo ainda sem provas contra os acusados de exploração sexual (os donos da Escola e alguns funcionários), no primeiro dia de ‘investigação’, haviam declarações do delegado Edélcio Lemos, responsável pelo inquérito sobre os supostos abusos sexuais e a imprensa da época, sem nenhum critério e de forma irresponsável, divulgou o ‘fato’, que ganhou grande repercussão em questão horas. A população queria ‘fazer justiça’ e, como retaliação, depredaram e saquearam a escola e a casa dos donos também. Nos meios de comunicação o fato ganhava a cada dia mais elementos, suposto envolvimento com drogas, suspeitas de doenças sexualmente transmissíveis e daí por diante. As matérias eram as mais sensacionalistas possíveis. Os títulos das reportagens, mais criativos e chamativos do que qualquer anúncio publicitário: “Uma Escola de horrores”, “Kombi era motel na escolinha do sexo”, dentre muitos outros, sempre fazendo questão de chamar a atenção ao máximo e, assim como a função comercial dos rótulos, os títulos embrulhavam o caso da Escola Base num sensacionalismo tentador, irresistível a qualquer consumidor compulsivo e ‘desinformado’. Depois que os proprietários da escola foram inocentados por falta de provas, a imprensa não se retratou formalmente pelos erros cometidos e, mesmo que o fizessem, nada garantiria que as mesmas pessoas que viram as primeiras matérias acusando, veriam as últimas, inocentando. E mesmo assim, não se retrata um erro com a mesma intensidade que o expõe. A retratação não ganharia a primeira página dos jornais, certamente.&lt;br /&gt;Ora, se o jornalismo lida com reputações e honras pessoais, valores e conceitos, com o imaginário popular, com versões da história e com o próprio senso de verdade e realidade, o que se podia esperar, no mínimo, é que os donos da Escola Base fossem, de fato, linchados, pois a sociedade não aceita que “manchem sua honra”, ela não tolera esses tipos de abusos. O problema é que nem sempre o que aparece na televisão é verdade. Nem mesmo no jornalismo, que teoricamente, busca a verdade acima de qualquer coisa.&lt;br /&gt;Em muitas das vezes, o jornalismo contribui de forma decisiva para a construção (ou destruição) de uma imagem. E na sociedade do espetáculo, importa mais o “parecer ser” do que o “ser” em si. Se a mídia diz que é, então é, pois a mesma é, sem dúvida nenhuma, o espaço de consolidação das imagens, o espaço onde ‘as aparências não enganam’, pois, se ela (imagem) está ali, é porque ela realmente o é.&lt;br /&gt;Se o jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter, devemos exercê-lo como tal.&lt;br /&gt;Para evitar erros irreparáveis, como no caso da Escola Base, há inúmeros manuais de jornalismo, grandes teóricos e pesquisadores em comunicação, códigos de ética e uma rede de suportes que ajudam e incentivam o profissional da área na forma como estes devem tratar as fontes, apurar as notícias e chegar à ‘objetividade’, à verdade. Alguns desses suportes ensinam sobre o que se deve evitar na prática do jornalismo como, por exemplo, distorcer informações, invadir privacidade, abusar do poder (somos o quarto, não é mesmo?). Além disso, nos ensinam que o trabalho do jornalista deve estar pautado, sobretudo, no desejo de descobrir a verdade e para tal, deve-se demonstrar todo rigor necessário para alcançá-la.&lt;br /&gt;Enfim, o jornalista deve, na hora de decidir entre responsabilidade ou vendagem, ficar com a primeira opção. A segunda pode até dá-lo status, conforto e uma boa cama para dormir, mas escolher a primeira, certamente, o proporcionarão ótimas noites de sono.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-6836845040139036448?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/6836845040139036448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=6836845040139036448' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/6836845040139036448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/6836845040139036448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2009/08/serie-trablho-de-etica-e-jornalismo.html' title='Série: &quot;Trabalho de Ética e Jornalismo&quot; (5)'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-1871663900411826509</id><published>2009-07-29T17:43:00.002-03:00</published><updated>2009-07-29T18:03:06.147-03:00</updated><title type='text'>Série: "Trabalho de Ética e Jornalismo" (4)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Relacionamento com as fontes, ética e sigilo da fonte. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sob a perspectiva do filme "Intrigas de Estado".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;A fonte de qualquer informação nada mais é do que a subjetiva interpretação de um fato&lt;/em&gt;” (Felipe Pena – Teoria do Jornalismo).&lt;br /&gt;No jornalismo, muito tem se discutido acerca do envolvimento dos jornalistas com as fontes de informação. As recomendações aos profissionais de comunicação são diversas, desde a abordagem, proximidade com as fontes e até a “desconfiança” em relação à veracidade das informações repassadas. Para Felipe Pena, a desconfiança do jornalista não é um ‘pecado’ e sim, uma norma de sobrevivência. No livro Teoria do Jornalismo, ele fala também que o jornalismo torna-se uma atividade perigosa quando se reserva o direito de não revelar suas fontes, e apesar de ajudar em certos casos (como o Watergate) pode produzir algumas distorções. Ele cita o caso do The New York Times, onde o repórter Jayson Blair foi acusado de inventar testemunhas e falsificar declarações. Para evitar transtornos como estes, o jornal The Washington Post estabeleceu algumas regras para o uso de fontes confidenciais e declarações em suas páginas, algumas delas foram: todas as declarações devem ser transcritas exatamente como foram colhidas pelos repórteres; se o repórter quiser utilizar uma fonte confidencial, sua identidade deverá ser revelada a pelo menos um editor; entrevistas em off, sem que a fonte se identifique de forma alguma, não serão mais publicadas. É recomendável ao repórter que não se envolva mais nesse tipo de conversa.&lt;br /&gt;Certamente, não há jornalismo sem fontes de informação, mas é necessário que o jornalista faça o uso ‘eticamente correto’ dessas fontes e, mesmo que confie cegamente nelas, deve-se acima de tudo checar criteriosamente a veracidade dos fatos, confrontar com opiniões diversas além de colher, de preferência de forma lícita, provas materiais de que o fato realmente existiu (documentos, perícias, laudos médicos, etc.).&lt;br /&gt;O filme inglês “Intrigas de Estado”, lançado este ano, aborda, dentre outros assuntos, sobre a relação entre um jornalista e sua fonte de informação e o dilema ente o que deve ou não ser publicado em decorrência de sua proximidade e envolvimento com a fonte.&lt;br /&gt;Em resumo, o filme conta a história do jornalista Cal McAffrey, repórter do “Washington Globe”, que, ao se envolver na apuração do assassinato de um menor infrator, acaba descobrindo uma história maior e mais complexa. O crime investigado pelo jornalista acaba levando-o a um outro caso que, ganha repercussão em todos os jornais: a relação adúltera do congressista Stephen Collins com sua assistente, que morre em circunstâncias misteriosas no metrô. O congressista, que coincidentemente é amigo do jornalista desde a faculdade, busca proteção contra os paparazzi plantados em frente à sua casa; o jornalista quer o furo de reportagem. A relação entre os dois é cordial, de ajuda mútua, numa tentativa de conciliar a amizade antiga e os interesses pessoais. O jornalista se vê num conflito ético ao decidir apurar um caso que envolve um amigo particular. O filme critica a indústria da fofoca, dos tempos de hoje, além da suposta falta de comprometimento de alguns veículos que especulam e fantasiam situações para sustentar suas versões dos fatos.&lt;br /&gt;Em síntese, o filme aborda temas de grande relevância para a reflexão dos jornalistas acerca do relacionamento entre informante e informado (até que ponto o jornalista deve confiar na fonte); a necessidade de discernir quando usa ou está sendo usado pela fonte; ética jornalística; sigilo da fonte; conflitos de interesses (público ou do público?); linha editorial do veículo; pressões externas, dentre muitos outros aspectos.&lt;br /&gt;Em geral, os veículos de comunicação preocupam-se em conceituar a fonte e resolver questões diversas da relação com elas: o que é fonte; o direito de se manter o sigilo ou de ser identificada (fontes on e off); a veracidade da informação e a confiabilidade da fonte; o cultivo do bom relacionamento com a fonte pelo profissional do jornalismo; e questões como a intimidade e os riscos de submissão à fonte, acordos com favorecimentos mútuos, dissimulação de intenções, cuidados na elaboração dos textos e, enfim, procedimentos de proteção da fonte.&lt;br /&gt;Não se pode negar a importância das fontes de informação, porém não significa que o jornalista deva submeter-se às fontes ou desfrutar de sua intimidade.&lt;br /&gt;O atual Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros não especifica como o jornalista deve tratar sua fonte, mas garante que é direito dele resguardar o sigilo bem como não colocar em risco a integridade das fontes e dos demais profissionais com quem trabalha.&lt;br /&gt;É de extrema necessidade que o jornalista tenha consciência dos limites na apuração da notícia bem como na abordagem, relacionamento e proximidade com as fontes, sejam elas oficiais, que estão no ambiente do Estado, dos governos, das empresas, de organizações como sindicatos e etc, sejam as oficiosas, aquelas que estão relacionadas a uma determinada instituição ou celebridade, mas que não têm poder formal, ou seja, ela não fala pela entidade, embora possa ser muito útil na oferta de informações ou as fontes independentes, aquelas que são úteis para soltar informações, mesmo sem terem qualquer vínculo direto nem estejam atuando internamente dentro das instituições, dos governos ou outras organizações e por não dependerem delas, têm menos interesses e mais princípios e valores a defender, teoricamente.&lt;br /&gt;Enfim, a atividade jornalística é uma prática social e como tal, depende das relações sociais desde a apuração, produção e divulgação da notícia até sua veiculação e por isso, deve-se procurar, incessantemente, a lealdade aos fatos como eles acontecem, a verdade, a objetividade e a ética mesmo que estes estejam num horizonte bem distante.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-1871663900411826509?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/1871663900411826509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=1871663900411826509' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/1871663900411826509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/1871663900411826509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2009/07/serie-trabalho-de-etica-e-jornalismo-4.html' title='Série: &quot;Trabalho de Ética e Jornalismo&quot; (4)'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-6942051902785595379</id><published>2009-07-29T17:38:00.002-03:00</published><updated>2009-07-29T17:41:49.219-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='faculdade'/><title type='text'>Série: "Trabalho de Ética e Jornalismo" (3)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Métodos lícitos, ilícitos, verdade, objetividade e exatidão da informação.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Desde muito tempo vincula-se à profissão do jornalista a constante busca pela verdade (não a verdade abrangente almejada pela filosofia, mas a verdade objetiva dos fatos), objetividade e imparcialidade.&lt;br /&gt;A busca pela objetividade surge da necessidade de minimizar a subjetividade no relato dos fatos, pois é impossível que ela seja extinta, posto que o jornalismo é uma prática social desenvolvida por seres humanos, e a subjetividade é inerente ao homem. A objetividade jornalista é, então, nos apresentada como a solução para esse ‘problema’. São técnicas que devem ser utilizadas como, por exemplo: expor o contraditório, ouvir as partes interessadas no fato; apresentar provas auxiliares e fatos suplementares que fundamentem o essencial da notícia; utilizar citações entre aspas, para demonstrar que foi dado o direito das pessoas falarem; estruturar a notícia segundo a técnica da pirâmide invertida, chamando atenção do leitor para o que era mais importante.  que é impossível dentre muitas outras técnicas.&lt;br /&gt;O código de Ética dos Jornalistas Brasileiros diz, no artigo 9, que a presunção de inocência é um dos fundamentos da atividade jornalística. Embora muitas vezes, diante de um furo iminente, o jornalista ignore esse artigo e denuncie, julgue e submeta pessoas à execração pública sem ter o cuidado de apurar, criteriosamente, os fatos relevantes para se chegar o mais próximo possível da verdade. A questão é: qual é o limite para a obtenção das informações?&lt;br /&gt;O limite é o interesse público. Se a informação, de fato, tem relevância para a sociedade enquanto cidadã “os fins, justificam os meios”. Apesar de que o código de ética condena alguns métodos para a obtenção da informação e o jornalista deve usar os criteriosamente alguns desses métodos para evitar problemas tanto para sua fonte como para o próprio jornalista. Em uma de suas edições, o código de ética dos jornalistas dizia que era direito do jornalista ter acesso amplo às fontes de informação jornalística, especialmente aos fatos que influenciam a vida pública, mas é dever deste: respeitar a verdade, comprovar a correção da informação antes de a notícia ser publicada; recorrer a diversas fontes; garantir a audiência das partes interessadas. Mencionar fato ou circunstância cuja exatidão não possa imediatamente comprovar somente quando determinar o interesse público da informação, fazendo menção expressa a sua natureza duvidosa. Observar meios éticos e legais na obtenção da informação, identificando-se, sempre que solicitado, como jornalista no exercício da profissão. Obter documentos e fotografias com assentimento da pessoa diretamente envolvida caso a divulgação deles lhe venha a expor a vida privada. Respeitar a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas.&lt;br /&gt;Como a prática difere-se da teoria, em muitos casos os jornalistas esquecem-se dos seus deveres e o infringem, usando câmeras escondidas, expondo a vida privada das pessoas envolvidas no caso como se isso fosse de interesse público, dentre outros.  &lt;br /&gt;Há inúmeras práticas ilícitas na ‘elaboração da notícia’, no processo de apuração e na obtenção de informações que devem ser evitadas pelos jornalistas. Dentre elas pode-se citar, por exemplo, veicular como culpado alguém que, sequer, foi julgado em tribunal, que ainda está na condição de suspeito; inventar histórias falsas para servir como base para uma suspeita, tentando justificá-la; filmar ou transmitir suicídios, pois se entende que, evitando tal transmissão, o jornalista protege a sociedade de outros fatos semelhantes; maquiar, inventar entrevistas; comprar documentos que comprovem a ‘veracidade’ da informação que se deseja transmitir; aceitar subornos para beneficiar alguém ou algum grupo.&lt;br /&gt;Enfim, o jornalista deve buscar, criteriosamente, aproximar o resultado de seu produto jornalístico ao que se espera da objetividade e mesmo que ele tenha suas convicções ideológicas, crenças, valores e tendências políticas, deve abrir mão, muitas vezes dessas certezas, para que o pacto de confiança entre quem consome e quem produz a notícia não seja quebrado e o jornalista tenha, cada dia mais, a credibilidade que tanto se almeja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-6942051902785595379?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/6942051902785595379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=6942051902785595379' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/6942051902785595379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/6942051902785595379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2009/07/serie-trabalho-de-etica-e-jornalismo-3.html' title='Série: &quot;Trabalho de Ética e Jornalismo&quot; (3)'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-926239370253509341</id><published>2009-07-27T17:41:00.002-03:00</published><updated>2009-07-27T17:46:17.718-03:00</updated><title type='text'>Série: "Trabalho de Ética e Jornalismo" (2)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Interesse público ou interesse do público? Sob a perspectiva do filme "A Montanha dos Sete Abutres"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Tentamos ter o dom da ubiquidade através da alteridade, pois a ilusão da onipresença é construída pelas informações produzidas pelo outro.&lt;/em&gt;" (Felipe Pena)&lt;br /&gt;Nos dias de hoje, os meios de comunicação cumprem um papel essencial na vida de qualquer ser humano e se tornam cada vez mais indispensáveis em nossa sociedade ‘pós-moderna’, principalmente, porque as tecnologias da’ nova era global’, nos permite saber de tudo o que acontece ao redor do mundo em ‘tempo real’.&lt;br /&gt;O jornalismo, em especial, tem grande relevância para a formação/informação dessa sociedade e seus recortes da realidade dos fatos servirão como base para a formação da ‘opinião do público’. Nas mãos do jornalista está a responsabilidade de dizer o que é relevante ou não, o que deve ou não deve ser publicado, o que interessa ou não interessa ao público.&lt;br /&gt;Diante disso, o jornalista deve ter claro em sua mente o que é de interesse público e o que é de interesse do público.  Em primeiro lugar, deve-se perguntar se o fato a ser divulgado tem alguma relevância, se ele afeta diretamente a sociedade enquanto cidadã. Só então, deve-se pensar se o acontecimento pode ou não ser ‘comprado’ mais facilmente pelo espectador. Mas, a lógica mercadológica da notícia coloca essa ordem invertida. Em primeiro lugar pensa-se na vendagem que a notícia terá do que se, de fato, ela é relevante para a sociedade.&lt;br /&gt;O problema não está no fato de que a notícia, de alguns tempos pra cá, tem se tornado uma mercadoria. Aliás, esse fato não é recente, vem desde o século XIX. Mas, o jornalista deve, na divulgação de um fato ou na tentativa de um furo, usar a ética profissional com a mesma intensidade que o mesmo usa na busca pela ‘objetividade’.&lt;br /&gt;O questionamento sobre interesse público e interesse do público é abordado, com inteligência, bom humor e maestria no filme “A montanha dos sete abutres”, dirigido por &lt;a href="http://www.adorocinema.com/personalidades/diretores/billy-wilder/billy-wilder.asp"&gt;Billy Wilder.  &lt;/a&gt;O drama foi lançado em 1951 e trata, de forma caricata, a imprensa americana da época. O filme nos trás questionamentos de grande relevância para se pensar a respeito da ética jornalista e sobre a construção da realidade por estes.&lt;br /&gt;Em resumo, o filme conta a história do repórter Charles Tatum que já havia sido demitido de 11 jornais, cada um por um motivo diferente. Ele, então, pede emprego ao Sr. Jacob Q. Boot, dono do jornal de Albuquerque, no Novo México, com a promessa de ser o melhor repórter que o jornal já tivera. Ele consegue o emprego. A cidade é pacata e não há, desde muito tempo, nenhum acontecimento notório ou catastrófico que pudesse ganhar destaque na capa do pequeno jornal ou gerar uma matéria merecedora do “Pulitzer”. Só há notícias banais, corriqueiras, nenhuma “notícia boa”, de verdade, por isso, Charles se sente totalmente entediado e sem motivação, então recebe ordem para cobrir uma corrida de cascavéis. Aparentemente seria outra matéria sem o menor atrativo, mas no meio do caminho pára pra abastecer o carro e Tatum acaba descobrindo que Leo Minosa, proprietário do posto de gasolina, ficou preso em uma mina quando procurava por "relíquias indígenas". O repórter sente que esta reportagem pode ser a chance que ele esperava para voltar à grande imprensa, mas para isto precisa controlar a ‘notícia’ fazendo-a render alguns capítulos. Charles não pensa nas consequências disso e defende-se dizendo que não faz as coisas acontecerem, “&lt;em&gt;apenas as escrevo&lt;/em&gt;”. &lt;br /&gt;Como se fosse um escritor de ficção, o repórter molda o fato como bem entende. “Sensacionaliza-o”, cria personagens, desperta o interesse do público e em alguns dias, a montanha torna-se a principal atração do Novo México. Literalmente, as pessoas se divertem enquanto Leo sofre preso na mina. Um parque de diversões é montado em frente à montanha, o espetáculo da vida real está em cartaz e as sessões estão cada vez mais lotadas. Pessoas de diversos lugares se locomovem para ver o drama de Leo. O trem que transportava os passageiros daquela região tem uma parada em frente à mina, para que todos tenham acesso ao local do espetáculo.&lt;br /&gt;Ora, e não é assim também em nossa sociedade? O prédio onde fica o apartamento dos pais de Isabella Nardoni não seria um dos novos cartões-postais de São Paulo?&lt;br /&gt;A sociedade envolve-se de tal maneira nos dramas jornalísticos, em especial os que aparecem como se fossem seriado, nos telejornais, que acaba se reconhecendo neles e comove-se como se os personagens desses dramas fizessem parte de sua própria família. É nessa comoção e sensibilização com a história de anônimos como Eloá, por exemplo, que as pessoas passam a transferir para suas vidas sentimentos que eram inerentes apenas aos que faziam parte da realidade dos personagens dessas notícias. Assim, milhares e milhares de pessoas choram a morte de Eloás e Isabellas, revoltam-se contra Suzanes e querem, a qualquer custo, o linchamento do vilão da vez.&lt;br /&gt;Os casos de cobertura jornalística que tiveram grande repercussão ultimamente (citados acima) são, também, casos que envolvem grande interesse público, afinal de contas, deve-se combater, veementemente, o assassinato de crianças, jovens (a namorada) ou adultos (os próprios pais), não importando a motivação, deve-se respeitar o ‘direito à vida’. O problema é que muitas vezes a seleção desses ‘personagens’ pode gerar mais simpatia com público e ao invés da abordagem jornalística focar o que é relevante para a sociedade enquanto cidadã, ressalta-se apenas o que for de maior interesse do público.&lt;br /&gt;Quantas crianças antes, durante e depois de Isabella foram mortas pelos pais (principais suspeitos, até agora)? Quantos crimes passionais aconteceram e acontecem, diariamente, em todo o Brasil, assim como aconteceu à Eloá? Quantos jovens assassinaram ou premeditaram a morte de seus pais de maneira fria, da mesma forma que Suzane Von Richthof fez? Vários! A todo o momento há tragédias acontecendo em todos os lugares do país.&lt;br /&gt;As redações de todos os jornais estão cheias de ‘boas notícias’ para dar, bons personagens para conhecer e boas estórias para contar. Resta ao jornalista saber qual o melhor mocinho e qual o pior bandido a escolher. Para o ‘bom’ jornalista, qualquer personagem é válido desde que sua estória seja, realmente, merecedora de “virar notícia”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-926239370253509341?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/926239370253509341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=926239370253509341' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/926239370253509341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/926239370253509341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2009/07/serie-trabalho-de-etica-e-jornalismo-2.html' title='Série: &quot;Trabalho de Ética e Jornalismo&quot; (2)'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-2445360842655576310</id><published>2009-07-27T17:36:00.004-03:00</published><updated>2009-07-27T17:47:28.255-03:00</updated><title type='text'>Série: "Trabalho de Ética e Jornalismo" (1)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Sob a perspectiva do filme "Jenipapo"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definir ética é uma tarefa um tanto quanto complicada, complexa. A palavra tem sua origem no grego, éthos, e pode significar, simultaneamente, costume e propriedade do caráter. Entende-se por ética, também, um conjunto de regras, princípios ou maneiras de agir que estão de acordo com o que é aceito pela sociedade como moralmente bom, belo, justo. Mas, o problema é que não há uma definição distinta, do que seja bom ou ruim, belo ou feio, justo ou injusto.&lt;br /&gt;No jornalismo, como em outras profissões, existe o seu próprio código de ética. Nele, estão contidas as regras que regem toda conduta desejável do “bom profissional”. O código de ética também funciona, de certa forma, como um escudo protetor para o jornalista. Se ele for devidamente usado, o profissional, dificilmente, sofrerá alguma retaliação pública e pode livrar-se de processos judiciais indesejáveis, por exemplo.&lt;br /&gt;O 4º artigo do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, diz que “o compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, deve pautar seu trabalho na precisa apuração dos acontecimentos e na sua correta divulgação” e o 6º artigo inciso VI diz que é dever do jornalista “ não colocar em risco a integridade das fontes e dos profissionais com quem trabalha”. Ora, se analisarmos ‘eticamente’ o filme Jenipapo, veremos que o repórter americano Michael Coleman violou esses artigos, visto que o Código de Ética dos Jornalistas brasileiro está em vigor desde 1987.&lt;br /&gt;Em resumo, “Jenipapo”, é um filme nacional, de 1996 que retrata a estória de um jornalista (Michael Coleman) que tenta, a qualquer custo, entrevistar um padre ativista e carismático, Stephen Louis, que apóia a luta pela reforma agrária em uma comunidade do Nordeste. O jornalista americano tem como fonte ‘primária’, sua namorada. Ela é secretária do senador Emílio Mattar e consegue, muitas vezes, informações preciosas para que o seu amado consiga entrevistar o tal padre, mas de nada adianta. Mesmo que o Congresso esteja votando uma lei conservadora contra a reforma agrária, o padre Stephen, que sempre se pronunciara a favor da reforma, mantém-se no silêncio e decide não conceder nenhuma entrevista que exponha o seu apoio. Stephen Louis era um padre, até então, bem relacionado com a ‘mídia’, mas essa decisão de manter-se em silêncio provoca ainda mais agitação nas redações dos jornais, que tentam, desesperadamente dar um ‘furo’, uma entrevista ‘exclusiva’. Michael Coleman, que há tempos ‘pesquisa’ a vida do padre, decide abandonar a ética jornalista e mente, em primeiro lugar, para o seu editor, dizendo que conseguiu a, tão esperada, entrevista. Pode-se dizer que o jornalista ‘conhecia’ o padre muito bem, pois, por muitas vezes, via entrevistas de Stephen e reparava, detalhadamente, na maneira como o padre falava. O repórter, então, forja uma entrevista com o padre, que é publicada como ‘verdade’. A entrevista tem grande repercussão nacional e, por causa dela, a lei não é aprovada no congresso.&lt;br /&gt;O grande problema quando se publica uma mentira, é que ela pode ter resultados drásticos. No caso do filme, a morte do padre Stephen e, na vida real, resultados irreparáveis, como no famoso caso da Escola Base, onde duas mães registraram queixa contra os diretores da Escola de Educação Infantil Base, denunciando a ocorrência de abuso sexual a seus filhos, um menino e uma menina, ambos com quatro anos de idade. Mesmo sem provas, no primeiro dia de ‘investigação’, haviam declarações do delegado responsável pelo inquérito sobre os supostos abusos sexuais e a imprensa da época as ecoou em coro. A população queria ‘fazer justiça’ e, como retaliação, eles depredaram e saquearam a escola e a casa dos donos também, além do linchamento moral destes. Em resumo, os proprietários da escola foram inocentados por falta de provas, mas a imprensa não se retratou formalmente pelos erros cometidos, com exceção da Folha de S. Paulo que lançou uma série de palestras e editorias sobre o erro.&lt;br /&gt;Um famoso caso a respeito do tema ‘ética no jornalismo’ foi a falsa entrevista de um suposto integrante do PCC apresentada no Programa Domingo Legal, de Gugu Liberato, em 2003. Segundo a justiça, Gugu violou, simultaneamente, os artigos 2º e 16º da Lei de Imprensa. O artigo 2º condena a apologia ao crime, ou seja, a veiculação de imagens e mensagens de criminosos. Já o artigo 16º trata da publicação de notícias falsas, fatos irreais. Por isso, Gugu poderia ter sido processado judicialmente duas vezes e, se condenado, levaria de três meses a um ano de prisão ou ao pagamento de multa de 20 salários mínimos, mas, o apresentador não foi indiciado.&lt;br /&gt;O professor de Teoria da Comunicação, André Rittes, declarou, na época, que acreditava que, apesar do escândalo em âmbito nacional, o episódio logo seria esquecido. Em entrevista publicada no site www.online.unisanta.br em 2003, o professor declarou que “o Gugu é uma figura que está acima dessas coisas. Os telespectadores estão tão acostumados com seu programa, que não se importam muito com o que ele faz. Além disso, a memória das pessoas é muito superficial”. Realmente, foi o que aconteceu. Independentemente de o caso estar relacionado a uma ‘celebridade’ ou não, a lei de Imprensa deveria ser válida, mas, assim como em outras leis no Brasil, essa não poderia ser diferente.&lt;br /&gt;Enfim, o debate sobre a ética no jornalismo torna-se extremamente necessário já que hoje em dia a imprensa, mais do que em qualquer época, esta sendo pautada pelas informações vazadas e pelas declarações em off. As redações dos jornais estão abarrotadas de informações que visam denegrir a imagem de alguém, beneficiar grupos políticos, religiosos ou quem quer que seja. Informações que são publicadas baseadas em declarações, sem que com isso, os jornalistas procurem verificar a veracidade delas.&lt;br /&gt;Não se pode (ou se deve) fazer um jornalismo baseado no denuncismo, na fé de que “&lt;em&gt;às vezes, Deus nos usa sem o nosso conhecimento&lt;/em&gt;”, na ‘lógica mercadológica da noticia’, na pressão do deadline, que obriga o jornalismo a deixar a apuração dos fatos para segundo plano. Pois o jornalismo de qualidade não deve ser feito de informações vazadas ou de declarações, mas sim, na apuração exaustiva dos fatos. Embora entre o “dever ser” e o “ser” haja uma diferença gritante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-2445360842655576310?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/2445360842655576310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=2445360842655576310' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/2445360842655576310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/2445360842655576310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2009/07/trabalho-de-etica-e-jornalismo-1.html' title='Série: &quot;Trabalho de Ética e Jornalismo&quot; (1)'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-8489345747823434748</id><published>2009-07-19T23:24:00.002-03:00</published><updated>2009-07-25T13:14:08.376-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='faculdade'/><title type='text'>Análise Estética do filme “O Fantasma da Ópera”</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O musical “O Fantasma da Ópera”, de Andrew Lloyd Webber, dirigido por Edward Sedgwick, baseia-se num livro do escritor francês Gaston Leroux e aborda, dentre outros temas, a questão da ‘beleza’.&lt;br /&gt;Desde a antiguidade, procura-se, sem sucesso, conceituar a beleza. Essa discussão deixou de ser, meramente estética, e passou a ser, também, “objeto” de discussão filosófica. Para Kant, a definição de beleza é “problemática”, já que esse conceito tem um caráter, quase que estritamente, subjetivo. Para ele, “Não pode haver nenhuma regra de gosto objetiva, que determine, por meio de conceitos, o que seja belo”. Para Platão, o belo está relacionado ao que é agradável à vista.&lt;br /&gt;Na crítica da obra de arte, o conceito de belo entra em parceria com as noções de gosto, de equilíbrio, de harmonia, de perfeição - efeitos que se produzem no sujeito apreciador, ou seja, a beleza pode estar, também, nos olhos de quem vê.&lt;br /&gt;A primeira cena do filme “O Fantasma da Ópera” está composta em preto e branco. Ela nos transporta a um leilão, que acontece no empoeirado ‘Opera de Paris’. Há morcegos e teias de aranha na cena, um contraste com os ‘engomados’ e, rigorosamente vestidos, participantes do leilão. Dentre os itens a serem leiloados, está um suntuoso lustre que havia sido recuperado depois do “famoso desastre” ocorrido naquele mesmo teatro.&lt;br /&gt;A transição para a cena seguinte é interessantíssima! Como num passe de mágica, o lustre se acende, volta ao seu lugar, traz cor ao filme e enche de vida o antigo e ‘morto’ teatro. O diretor do filme optou por inverter o efeito que o “preto e branco” produz. As cenas com esse efeito, na verdade, são as que remetem aos ‘dias atuais’. Em contradição, ele usou as cores nas cenas do ‘passado’, onde a trama do filme se desenrola.&lt;br /&gt;Christine Daaé, protagonista do filme, é uma jovem cantora da companhia de teatro. Ela substitui, com louvor, a estrela da companhia e após sua triunfal apresentação, explica a sua amiga Meg Giry, de onde vem o “talento”. Ela diz ter aulas com o “Anjo da Música” enviado por seu pai ao morrer. Estaria seu talento sendo atribuído ao ‘divino’, sobrenatural? O fato é que Christine acredita ser ‘agraciada’ pelas aulas de um anjo. A cena em que mostra o encontro com o “anjo”, que posteriormente viria a se revelar “fantasma”, é acompanhada por uma música que mescla o erudito com o ‘contemporâneo’, pois há nela elementos atuais como o uso de guitarra e bateria, por exemplo.&lt;br /&gt;A fotografia do filme é belíssima! Ela adéqua a iluminação certa a cada tipo de cena. Dependendo do tema, os musicais apresentados no teatro são cheios de cor, luz e muitas velas. A cena do baile de máscaras é uma das mais elaboradas. As coreografias foram milimetricamente executadas, as luzes são fortes, vibrantes. As ‘falas’, nessa cena, reforçam a idéia de que as máscaras são necessárias. Elas escondem quem você realmente é e te envolvem num ‘faz-de-conta’, onde há a possibilidade de ser quem você quiser.&lt;br /&gt;A cena em que Christine visita o cemitério onde está o túmulo de seu pai, é forte e sombria. As cores frias dão à cena a sensação de solidão, de vazio. As esculturas dos anjos, espalhadas por todo o cemitério e a arquitetura dos túmulos revelam a influência gótica no musical. A ‘frieza’ da cena é quebrada pela luz ‘quente’, vermelha, que sai do túmulo de seu pai e ilumina a atriz principal.&lt;br /&gt;O musical é belíssimo, os atores e atrizes estão devidamente caracterizados. O figurino reproduz, fielmente, a ‘moda’ do século XIX.&lt;br /&gt;Em toda a trama, o filme nos desperta as mais variadas sensações e, nas entrelinhas, nos deixa uma importante reflexão: seria a genialidade inútil se a ‘beleza’ não acompanhar o gênio? O “Fantasma”, desde cedo, foi rejeitado pela sociedade, pois estava fora de um padrão. Em um dos trechos ele desabafa: um fantasma que “&lt;em&gt;sonha secretamente com a beleza&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Se o ‘padrão’ é cruel com os ‘diferentes’, “&lt;em&gt;esconda seu rosto, para que o mundo não o encontre&lt;/em&gt;”, ou mascare-se, para que o mundo o aceite como você não é.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-8489345747823434748?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/8489345747823434748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=8489345747823434748' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/8489345747823434748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/8489345747823434748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2009/07/analise-estetica-do-filme-o-fantasma-da.html' title='Análise Estética do filme “O Fantasma da Ópera”'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-1370011111030961047</id><published>2009-06-05T23:30:00.008-03:00</published><updated>2010-02-05T16:22:10.068-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Um novo tempo para amar</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Hoje em dia, tudo muda numa velocidade assustadora. Ironicamente, os conceitos de tempo e espaço estão cada vez mais 'atrasados'. O tempo passou a ser medido pela multiplicidade de tarefas ou ações que você pode exercer em um espaço cronológico. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A partir do momento em que se acorda, o cronômetro dispara: banhar, vestir, perfumar, apressar, correr, trabalhar, ouvir, atender, conversar, lanchar, digitar, arquivar, esperar, voltar, almoçar, teclar, dormir, acordar, sonhar (sim, é nesse momento que tenho tempo pra sonhar), banhar, vestir, perfumar, apressar, correr, estagiar, ouvir, ver, escrever, lanchar, anotar, renomear, esperar, voltar, teclar, aguardar, aguardar, aguardar, cansar, dormir e desligar o cronômetro para religá-lo no dia seguinte. Mas não esquecer que, antes de desligar o cronômetro, é preciso avaliar a "produtividade" do dia. Ela é essencial para o planejamento da próxima diária.&lt;br /&gt;Onde encaixar as relações nesse espaço de tempo? Que "verbo de ação" perdeu o espaço entre o ligar e o desligar do cronômetro? Amar!!! (sim, verbo de ação. Decidimos amar ou não).&lt;br /&gt;As pessoas querem ser amadas, mas não estão disposta a gastar seu tempo com o amor. Elas idealizam e procuram, mas nunca encontram. E, sinceramente, dessa forma nunca irão encontrar. Não vão encontrar porque o amor ideal está apenas na cabeça (e na TV também). O amor ideal é loiro, tem olhos claros, um belo carro, um sorriso perfeito, é solteiro (de preferência) e mora numa mansão em frente ao mar. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Exageros à parte, mas a imagem criada de um par perfeito torna-se prejudicial quando se atribui à características físicas ou bens materiais a idéia de um "amor de verdade".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desde crianças, somos ensinados a crer nos contos de fadas. Tudo bem, a ludicidade faz parte da infância. O problema é que trazemos para a vida adulta esses estereótipos criados a partir de uma ideologia. Mas não tenho pretensão em discutir, aqui, ideologias e nem tampouco convencer ninguem de que o "verdadeiro amor" é pobre, feio e negro. Só gostaria de alertar para o perigo de se idealizar e personificar o "amor". &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Atualmente, os relacionamentos amorosos estão sendo banalizados e descartáveis. Se hoje estamos namorando e amanhã não estamos mais, fazemos questão de estampar "o novo amor" na cara do antigo. Fazemos questão de colocar em letras garrafais no orkut: NAMORANDO. PROBLEMA SEU, QUE ME PERDEU. Ou seja, sempre quem perde é o "outro (a)", pois em qualquer esquina arruma-se um "amor" melhor. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tenho a sensação de que, apesar de buscar-se tanto pelo amor, as pessoas estão acreditando, cada vez menos, nele ou, pelo menos, estão tendo uma visão errônea do que é amar. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não sou "expert" no assunto e nem pretendo ser o "dono da verdade" em minhas colocações. Mas, quando penso no amor, penso na simplicidade de gestos, na cumplicidade de momentos, no cuidado com o outro. Penso na ligação perguntando como foi o dia, no olhar apaixonado depois da colherada de sorvete, no sms desejando um "boa noite, durma bem". &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando penso em amor, penso nos olhos fechados ao beijar, no toque das mãos, no abraço apertado antes de sair. Ao pensar no amor, lembro do quanto escrevi, do quanto dediquei músicas e do quanto sussurrei palavras ao ouvido. Penso no quanto admirei ao olhar, no quanto sofri ao partir e das vezes que chorei por não encontrar outra forma de dizer: "Eu te amo". &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os tempos podem até não ser propício ao romantismo, mas nunca vou deixar de crer que há sempre um novo tempo para amar e uma nova forma de descobrir o que é o amor.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ferro.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-1370011111030961047?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/1370011111030961047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=1370011111030961047' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/1370011111030961047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/1370011111030961047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2009/06/um-novo-tempo-para-amar.html' title='Um novo tempo para amar'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-8936212218369984194</id><published>2009-06-01T15:24:00.005-03:00</published><updated>2009-06-01T16:45:16.437-03:00</updated><title type='text'>No mundo das idéias</title><content type='html'>&lt;strong&gt;"O sonho nos dá, o que a realidade nos nega"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Quando criança, li essa frase em um muro qualquer.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Fiquei pensativo e, por muito tempo, ela foi meu "tema", meu "lema".&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Preferi o mundo ideal, ao real&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Preferi viver sonhos...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Assim como Amélie Poulain (vide filme "O fabuloso destino de Amélie Poulain"), imaginar-me num sonho era bem mais cômodo/seguro do que arriscar vivê-lo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Pode-se chamar fuga da realidade ou medo do real, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;mas, prefiria o "mundo das idéias".&lt;br /&gt;O "mundo das coisas" tornava-se complicado a cada ano que se passava.&lt;br /&gt;Viver era perigoso, causava medo.&lt;br /&gt;Porém, viver era preciso!&lt;br /&gt;Com o passar do tempo, mesmo tomando todo dia o chá 'amargo' da realidade,&lt;br /&gt;ainda acreditava nos sonhos que havia guardado.&lt;br /&gt;Idealizava o amor, arriscava a vida nas paixões e, como saldo (ou débito), as desilusões foram inevitáveis, mas quem nunca as teve? Elas fazem parte da vida também!&lt;br /&gt;Hoje em dia, sou "racionalmente apaixonado", tenho todas as características de quem se entrega, desesperadamente, à paixão, mas guardo a "racionalidade" necessária para me alertar quando não sou correspondido.&lt;br /&gt;Desde uns dias, tenho voltado a ser um sonhador compulsivo.&lt;br /&gt;Tenho imaginado situações irreais, mas prováveis.&lt;br /&gt;Tenho sonhado na primeira pessoa do plural, seja dormindo ou acordado (o melhor dos sonhos está quando acordo... dai vejo que está ali, é real!).&lt;br /&gt;Tenho pensado situações, avaliado encontros e possibilidades.&lt;br /&gt;Tenho amado e angustiado... Amado, quando juntos, e angustiado, quando distantes.&lt;br /&gt;Tenho vivido e sentido sensações que há um tempo não vivia.&lt;br /&gt;Isso tudo, tem mexido com meu mundo...&lt;br /&gt;Seja no "mundo das coisas"&lt;br /&gt;Ou seja no meu "mundo das idéias".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;(Time like these...)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ferro.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-8936212218369984194?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/8936212218369984194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=8936212218369984194' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/8936212218369984194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/8936212218369984194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2009/06/no-mundo-das-ideias.html' title='No mundo das idéias'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-3968380698502346297</id><published>2009-04-03T17:18:00.004-03:00</published><updated>2009-04-04T00:09:37.857-03:00</updated><title type='text'>Revolta</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Não há outra palavra para definir o que sinto após a decisão da "Justiça". &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Treze anos de cadeia para UM dos acusados do assassinado do Zaca é justo? (após ter matado, cruelmente, meu melhor amigo com 21 facadas, sem possibilidade de defesa???) Isso é justiça??&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Absolver um acusado que confessou, por vários momentos, ter participado do crime e ter deixado uma 'caderneta' no local onde foi encontrado o corpo (talvez na 'caderneta' dele não estivesse escrito "3 de Fevereiro de 2008, 2:30 da madrugada: espanquei e esfaqueei, até a morte, Zaqueu Sousa de Sá), talvez se assim tivesse, ele teria sido preso. Isso é Justo? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ah!!! Esqueci...Ele é analfabeto, coitado! Tem a "cabeça pequena" e só confessou por pressão do comparsa (um menor de 21 anos que convivia com ele). Não há nada mais justo do que o absolver, não é? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ver livre a esposa do absolvido (que teve participação na ocultação do cadáver, ou no mínimo foi cúmplice deste bárbaro crime) zombar da cara da nossa família ao dizer: "hoje vamos beber nossa cerveja!!!" A isso, se dá o nome de "Justiça"? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No dia 02 de Abril de 2009, entendi que todos os meus conceitos de justiça estavam errados. Aprendi que algumas pessoas "tem a psicologia mais elevada do que as outras" (o meu nível de psicologia deve estar muito baixo mesmo, pois não entendi, até agora, como a sentença foi, de certa forma, favorável aos dois acusados da morte do Zaca). &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Francamente não é, jurados?! O "nível de psicologia" de vocês também não está tão elevado assim. Pois, absolver um culpado, amenizar a pena de um réu confesso e considerar que “a motivação para o crime não era fútil"? Faça-me o favor!!! (também desaprendi o significado de futilidade, nesse dia). &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fazer o quê? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ouvir a advogada comparar um dos acusados com Jesus Cristo foi o fim!!!&lt;br /&gt;Sinto muito, Meritíssima Hipócrita Cristã, mas sua bíblia deve estar com algum defeito. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enfim...&lt;br /&gt;Pra mim, não resta dúvida de que para a "Justiça Brasileira" pouco importa se um cidadão de bem, íntegro, inteligentíssimo e que representava, para mim, a personificação da amizade, foi morto ou não. É só mais um número para as estatísticas da violência. Vítimas, mesmo, são os ‘pobrezinhos’ que não tiveram outra opção a não ser matar o Zaca. Porque eles não tiveram estudos, não foram criados por um casal estável, porque não aceitavam sua sexualidade e o escambal! &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem disse que, para o Zaca, foi fácil estudar? Quem disse que pra ele foi fácil se deslocar até o Cefet por quatro anos? Passar na UEMA? Fazer Pós-graduação? Passar em concursos públicos? Desenhar casas? Escrever? Enfrentar os preconceitos com sua estatura? Nem por isso matou, sequer, uma mosca! Isso não é desculpa! &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A vida não é fácil pra nenhum de nós, mas escolhemos um caminho diferente da criminalidade. Escolhemos mostrar que pobre pode, sim, destacar-se pela inteligência, honestidade, bom senso, educação e, acima de tudo, caráter (o bom, é claro!). &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fica registrada minha revolta. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E a mim nada mais resta do que isso. Pois, para a Justiça: “sinto muito, Ferro, quem perdeu com tudo isso, foi o Zaca, que morreu sem concretizar seus planos. Quem perdeu foi você, que ficou sem o seu melhor amigo. Quem perdeu foi minha tia, que ficou sem o filho que tanto amava. Quem perdeu foi a irmã do Zaca, que ficou sem o irmão caçula que ela amava e cuidava com todo carinho. Quem perdeu foram os parentes e amigos, que viam, no Zaca, um exemplo de determinação, inteligência, simpatia, alegria e muita vontade de viver!”.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-3968380698502346297?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/3968380698502346297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=3968380698502346297' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/3968380698502346297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/3968380698502346297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2009/04/nao-ha-outra-palavra-para-definir-o-que.html' title='Revolta'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-7953732356876348463</id><published>2009-03-26T00:07:00.003-03:00</published><updated>2009-03-26T00:15:20.554-03:00</updated><title type='text'>"Racionalmente apaixonado"</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A razão, ironicamente, me faz sonhar.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ela me faz acreditar que tudo ficará em seu devido lugar &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;e seremos mais felizes que antes.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A razão me diz que a vida será mais bela, &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;o mundo será mais justo e as pessoas ainda andarão livres por aí.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que insana razão!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Me diz que "o sol nasce pra todos", &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ainda há "igualdade, liberdade e fraternidade" na França e aqui!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Irônica razão!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Me fez apaixonar-se pelo "inapaixonável", &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;me fez desejar o "fruto proíbido" e, ainda assim, pensar que tudo daria certo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Irracional razão!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Me mostra um mundo avesso ao 'meu' e me faz acreditar que um dia "os sonhos semearão o mundo real" e haverá um verdadeiro amor para todos os pobres e sonhadores racionais.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ferro.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-7953732356876348463?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/7953732356876348463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=7953732356876348463' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/7953732356876348463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/7953732356876348463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2009/03/racionalmente-apaixonado.html' title='&quot;Racionalmente apaixonado&quot;'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-7670951846089499182</id><published>2009-03-02T01:07:00.012-03:00</published><updated>2009-03-23T16:24:19.505-03:00</updated><title type='text'>Colorindo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SatlSlWxntI/AAAAAAAAAFM/ZeyhrmpdyNk/s1600-h/16.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308447955725950674" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 243px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SatlSlWxntI/AAAAAAAAAFM/ZeyhrmpdyNk/s320/16.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Depois de um tempo, as cores estão voltando...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Não as mesmas de antes, mas outras.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Essas cores são tão intensas que me fazem rir à toa.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Engraçado que essas cores sempre estiveram por perto,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Mas estavam 'escondidas' (por quatro anos, pra ser mais exato!)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;E como as coisas mudaram:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;O que antes era 'dark' tornou-se 'clean'.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Eu não sou mais o mesmo de quatro anos atrás. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Quem sabe o Ferro desse tempo não conseguiu contemplar o colorido &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;por estar preso demais a uma outra cor ou por não apreciar, ainda, a beleza das cores...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Até que gostaria de tê-las visto mais de perto, d&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;e ter tocado nessas cores como agora posso tocar.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Seriam quatro anos de coloridos dias&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;coloridas horas e coloridos sorrisos.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Mas não foi assim, minhas cores seguiram outros rumos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;E eu segui disfarçando sua falta, aliás, nem sabia que sentiria falta delas&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Hoje sei que senti.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Quem dera poder voltar no tempo... &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Pra não perder tempo e transformar a vida numa aquarela!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;O que importa é que hoje a vida está colorindo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;A cada dia ganhando mais cores, mais texturas, mais consistência!!!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Um dia o quadro se completa,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Todas as cores estarão em seus devidos lugares&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;O que estamos construindo chegará ao seu ápice,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Como num filme onde o "e viveram felizes para sempre"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Representa o fim para os 'espectadores', &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;E apenas o começo de muitos dias felizes para os 'personagens principais'.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Ferro.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-7670951846089499182?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/7670951846089499182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=7670951846089499182' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/7670951846089499182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/7670951846089499182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2009/03/colorindo.html' title='Colorindo'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SatlSlWxntI/AAAAAAAAAFM/ZeyhrmpdyNk/s72-c/16.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-3870726973379289476</id><published>2009-01-25T22:59:00.009-03:00</published><updated>2009-03-26T00:13:22.305-03:00</updated><title type='text'>Cores "cinzas"</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SX0hJWVHUwI/AAAAAAAAAE8/GrKZBJPTa8U/s1600-h/na+canal2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295425181354251010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 365px; CURSOR: hand; HEIGHT: 251px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SX0hJWVHUwI/AAAAAAAAAE8/GrKZBJPTa8U/s320/na+canal2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estranho estar assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cores estão sumindo, ou pelo menos a intensidade em que elas se encontravam.&lt;br /&gt;Há algum tempo essas cores já não são mais vibrantes como antes...&lt;br /&gt;Já não são tão presentes quanto outrora...&lt;br /&gt;Não colorem mais o meu dia como, há dias atrás, coloria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há meses atrás o arco-íris era o meu alvo.&lt;br /&gt;Respirava-o.&lt;br /&gt;Sonhava com suas cores, às vezes dormindo, outras vezes acordado.&lt;br /&gt;Tocava-o, raramente, mas o tocava. E isso me satisfazia... me deixava feliz, me realizava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ao mesmo tempo, sabia que as cores não permaceriam pra sempre.&lt;br /&gt;Sempre soube que o mundo se tornaria cinza... ou negro.&lt;br /&gt;Aliás, a cor primária sempre retorna enegrecendo Janeiros, Fevereiros e Dezembros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, contemplar as cores não me satisfaz.&lt;br /&gt;Tocá-las, raramente, já não me dá prazer.&lt;br /&gt;Sonhar com elas não me encanta. O desencanto me tomou de vez.&lt;br /&gt;Quero algo concreto pra 'pegar', ter, viver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu tenha idealizado as cores.&lt;br /&gt;Talvez elas sempre foram cinza e eu as colori para tornar meus dias mais bonitos.&lt;br /&gt;Meus olhos selecionaram a beleza da cor e esqueceu-se da essência.&lt;br /&gt;A culpa foi minha em não ter avisado aos meus olhos que, o que eles viam, não era real.&lt;br /&gt;E também não ter avisado ao meu coração para que ele não batesse forte&lt;br /&gt;Ao ver o arco-íris sorrir pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a vida volta a ser cinza para combinar com o tempo e com o estado de espírito deste contemplador, sonhador e desencantado metal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ferro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-3870726973379289476?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/3870726973379289476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=3870726973379289476' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/3870726973379289476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/3870726973379289476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2009/01/cores-cinzas.html' title='Cores &quot;cinzas&quot;'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SX0hJWVHUwI/AAAAAAAAAE8/GrKZBJPTa8U/s72-c/na+canal2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-2916883336992192023</id><published>2009-01-01T09:19:00.005-03:00</published><updated>2009-03-26T00:11:45.140-03:00</updated><title type='text'>Ano Novo, Ferro Velho</title><content type='html'>Todos os sorrisos da 'virada', todas as felicitações, todos os abraços foram verdadeiros, sim!&lt;br /&gt;No dia 31 de todos os 'dezembros', somos mais reflexivos, mais altruístas, mais humildes e mais amorosos.&lt;br /&gt;É nesse dia que fazemos votos para o ano que se inicia... Fazemos mil e uma promessas na esperança de que uma seja cumprida.&lt;br /&gt;Aí vão as minhas:&lt;br /&gt;Prometo ser melhor aluno (ou voltar a ser) para não me decepcionar quando ver as notas baixas estampadas no mural da sala;&lt;br /&gt;Trabalhar com mais dedicação, presteza e atenção;&lt;br /&gt;Ser melhor filho, sentando à mesa com meus pais e perguntando-lhes como estão;&lt;br /&gt;Ser melhor irmão...&lt;br /&gt;Melhor tio;&lt;br /&gt;Melhor sobrinho;&lt;br /&gt;Melhor primo;&lt;br /&gt;Valorizar mais meus amigos e dá importância àqueles que, de fato, merecem;&lt;br /&gt;Prometo, acima de tudo, viver mais... errar menos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Balanços de 2008??&lt;br /&gt;Se levar em consideração o primeiro semestre do ano, 2008 foi o pior de todos os meus 24.&lt;br /&gt;Perdi um grande amor de forma bestial, e "só isso" foi o suficiente para estragar o ano por completo. Zaqueu fez muita falta, principalmente, na 'virada'.&lt;br /&gt;Se levar em consideração o segundo semestre, 2008 foi, no mínimo, surpreendente. Em julho começo o estágio na Canal Comunicação (grande orgulho para mim), em outubro sou convocado para assumir um concurso público municipal (não é a pretensão da minha vida, mas foi um grande passo para uma maior independência financeira). No trabalho, conheço pessoas maravilhosas e inesquecíveis, como D. Irlanda, por exemplo, que vai fazer parte da minha vida para sempre. É uma das amizades que pretendo conservar por longas datas.&lt;br /&gt;2008 foi inusitado, cheio de boas surpresas, outras, nem tanto... Foi um ano de reencontros e de encontros marcantes. Marcante não significa, necessariamente, bom, mas que 'marca' deixa uma história e algumas lembranças.&lt;br /&gt;Foi também um ano de revelações, que o diga Cilla Moura, que, pra mim, se revelou mais amiga e madura do que nunca. Foi a salvadora do meu ano, sem nenhuma dúvida. Fez renascer a esperança de ter alguem com quem contar, de ter alguem que possa confiar todos os meus "segredos".&lt;br /&gt;Amizades muito fortes se fizeram também. O que dizer das madrugadas de conversa com Roges, que, apesar de ter passado pouco tempo, esteve disposto a ouvir, ouvir e ouvir...&lt;br /&gt;Cristiano Carpejani, mesmo de longe, foi um amigo presente. E foi também um presente pra mim. Nossa amizade é como um diamante, que precisa ser lapidado aos pouco, mas que ao final, se mostra a mais bela e preciosa jóia já vista!&lt;br /&gt;Estive bem cercado esse ano, Thayana, Preta, Luh, Larii, enfim, é injusto não citar esses nomes, pois, pra mim, são uma extenção da minha família. São amigos que escolhi pra ser irmãos, aliás, irmãs, né? E como todo irmão, morro de ciúmes de vocês!!! Namorar?? Só com rapaz direito [com os de Direito e com os Jornalistas também pode! (risos)]&lt;br /&gt;Enfim, o balanço de 2008 foi bem relativo, cabe à mim decidir que 'Semestre' eleger para retratar o "meu ano". Ainda não fiz minha escolha. Se por um lado escolho o semestre "feliz" de certa forma, deixo morrer as tristezas do semestre "amargo", mas parece que essa tristeza é um mal irremediável... necessário. Se escolho o semestre "amargo" é impossível cogitar a idéia de um semestre "feliz" pra mim, porque vou pensar que felicidade não existe longe do meu melhor amigo Zaca.&lt;br /&gt;Enfim, nessa mistura de semestres e com o apogeu da "festa de Reveillon", nasce um Ano Novo e um Ferro Velho.&lt;br /&gt;Um Ferro que decidiu não se precipitar, não se machucar, valorizar os 'próximos' e a si mesmo (parece bíblico, né? "ama o teu próximo como a ti mesmo" é disso que realmente preciso!).&lt;br /&gt;Um Ferro que pensou, refletiu e entrou em 2009 disposto a ser o mesmo Ferro que "todos amam", mas que, no entanto, não se deixa enganar com as aparências de amores que não se concretizam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que os 365 dias de 2009 valham à pena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-2916883336992192023?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/2916883336992192023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=2916883336992192023' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/2916883336992192023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/2916883336992192023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2009/01/ano-novo-ferro-velho.html' title='Ano Novo, Ferro Velho'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-6903527434631479901</id><published>2008-12-28T13:39:00.002-03:00</published><updated>2009-03-26T00:12:11.336-03:00</updated><title type='text'>Fevereiro Negro – Uma Triste Noite De Carnaval</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Era noite de carnaval. Em 03 de fevereiro de 2008, um jovem de baixa estatura, conduzido por um moto-taxi, sai da Avenida Beira-Rio com destino à casa de seu primo no número 208 da Avenida Liberdade, bairro Vila Ipiranga. Não era a primeira vez que chegava àquele destino, mas essa seria a última vez que o portão daquela casa sentiria as batidas de sua pequena mão. Também seria a última vez que a vizinha da frente, dona de um conhecido bar no local, veria aquele ‘pequeno rapaz’ que, no momento, apenas pensava em chamar seu primo, entrar, tomar seu demorado banho, dormir e acordar como tanta outras vezes fizera. Mas naquele dia não seria assim.&lt;br /&gt;Zaqueu Sousa de Sá, 29 anos, formado em Letras pela Universidade Estadual do Maranhão, cursando pós-graduação em Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e Estrangeira, aprovado na primeira etapa do vestibular para o curso de Comunicação Social – Jornalismo na UFMA, funcionário público da Prefeitura Municipal de Imperatriz e recém aprovado no concurso da Prefeitura Municipal de Davinópolis estava se divertindo com seu primo Janildo Barbosa, proprietário da referida casa na Av. Liberdade, na segunda noite de carnaval na Beira-Rio. Também estava lá a esposa de Janildo, Jany Lima, entre outros familiares e amigos.&lt;br /&gt;Como sempre, esbanjava alegria e energia ao dançar. Era uma noite comum. Comeu, bebeu, dançou e conversou muito com uma de suas primas que muito estimava, Janaiza Barbosa, ela apertava sua mão como sempre fazia e aproveitavam o tempo para falar sobre tudo. Aliás, assuntos nunca faltavam quando eles se encontravam. Zaqueu aproveitou muito bem “a noite”, dizia à Jany Lima, o quanto a amava e quão importante eram os amigos que ele tinha, Zaqueu tinha verdadeira paixão por eles. Amigos não lhe faltavam, mesmo! Desde criança viveu cercado por pessoas que o admiravam e o amavam.&lt;br /&gt;Apesar da deficiência física, Zaqueu, que era anão, superou todos os obstáculos que lhe foram impostos pela vida e principalmente o preconceito, já que havia nascido em um mundo que não era configurado aos de baixa estatura, nem tampouco feito para os que não tinham, aparentemente, a “beleza” padronizada por nossa sociedade, mas superou tudo isso com inteligência.&lt;br /&gt;Inteligência era a ‘marca registrada’ do Zaca, como era chamado pelos amigos. Cursou, com louvor, todo o Ensino Fundamental e Médio em escolas públicas de Davinópolis, cidade onde morava desde criança. Estudou Edificações no Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET) de Imperatriz e se destacava pelo talento ao desenhar seus projetos, entre eles, desenhou a planta de sua própria casa e tinha o sonho de vê-la exatamente como estava em sua mente: com todos os acabamentos e detalhes em seu devido lugar. Só não seguiu carreira na área de Engenharia Civil ou Arquitetura por falta de um curso superior na cidade e a condição financeira nunca o proporcionara estudar fora de Imperatriz. Então, prestou vestibular para Letras – Inglês na Universidade Estadual do Maranhão e se apaixonou pelo curso. Pelo curso e pelos amigos da universidade também, estes, foram companheiros fiéis em todo tempo. Zaqueu de Sá tinha paixão em estar ali. Amava as aulas do professor Gilberto, que foi orientador em sua monografia, na qual tirou 10, e sonhava fazer mestrado em Portugal, pois se encantou com a literatura e, pra ele, Portugal era uma referência.&lt;br /&gt;Mas essa história não continuaria a ser escrita dessa forma.&lt;br /&gt;Na madrugada do dia 03 de fevereiro após algumas tentativas em chamar seu primo, que ainda estava na Beira-Rio à sua procura, Zaqueu foi surpreendido por alguém que não o conhecia, mas que se propôs ajudá-lo. Era Júlio César Leite Cruz, 20 anos, vigilante noturno. Não se sabe por quais motivos, mas Zaqueu o acompanhou até sua casa, quem sabe para se sentir seguro já que não havia ninguém na residência do seu primo e a rua estava completamente deserta, e, depois de algum tempo, foi brutalmente assassinado pelo jovem vigilante e um comparsa, Edison de Souza, também vigilante noturno, casado com Diana dos Santo Silva. Zaqueu foi golpeado por 22 facadas, mas uma só bastaria para que ele fosse morto, pois tinha o nível de plaquetas muito baixo, o sangue não coagulava ‘normalmente’ e, um ferimento de nada, causava grandes danos, como na infância onde ficou praticamente um mês internado por conta de um dente extraído.&lt;br /&gt;No depoimento prestado à polícia alguns dias depois do assassinato, Júlio César acusou Edson de deferir os golpes e o mesmo revidou, acusando Júlio César pela execução das facadas. Entre contradições e motivações absurdas (os acusados alegaram que Zaqueu teria roubado um DVD da casa de Edson e se contradizem ao relatar em seus depoimentos que a vítima estava dormindo no sofá quando recebeu os primeiros golpes de faca) a polícia não teve nenhuma dúvida do envolvimento dos dois vigilantes na morte de Zaqueu de Sá. O corpo pequeno e frágil de Zaca foi encontrado na manhã de domingo em uma rua no Conjunto Ana Nery, bem próximo à casa onde seu primo morava, ali foi reconhecido pelos familiares, inclusive pelo próprio primo, Janildo. Impossível não reconhecer aquele corpo! Seu primo não queria acreditar que o tão querido Zaca estava ali. Logo ele, que o viu esbanjar vida na noite anterior, o vê ali, estendido, ensangüentado, sem vida. Foi duro acreditar.&lt;br /&gt;Após todos os procedimentos periciais, o corpo de Zaqueu Souza de Sá foi levado à cidade onde morava, Davinópolis, e foi velado pelos familiares e amigos. Aquele dia do mês de Fevereiro nunca mais sairá da mente de quem o amava. De quem sonhava em vê-lo realizando todos os seus sonhos, lançar um livro era um deles. A dor da perda se estampava no rosto dos familiares, a mãe de Zaca estava inconsolável, parte dela tinha partido, pra sempre, era inconcebível pensar isso! Entre os que o conhecia ficava a pergunta: “Por quê?” Pergunta sem resposta, até hoje.&lt;br /&gt;Hoje, só se pode contar a história de um Fevereiro Negro que levou embora uma preciosidade para quem o conhecia e um exemplo para os que de longe o admiravam. Quanto aos assassinos, esperam o dia de serem julgados. Anseia-se, apenas, que a justiça seja feita para que outras histórias de sucesso não sejam escritas pela metade e no fim delas possa se ler como nos contos de fadas: “E viveram felizes para sempre”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ferro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-6903527434631479901?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/6903527434631479901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=6903527434631479901' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/6903527434631479901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/6903527434631479901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2008/12/fevereiro-negro-uma-triste-noite-de.html' title='Fevereiro Negro – Uma Triste Noite De Carnaval'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-46279872765184940</id><published>2008-12-16T01:09:00.005-03:00</published><updated>2008-12-16T09:09:30.305-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amizade'/><title type='text'>Postagem Especial</title><content type='html'>O texto a seguir é de autoria de um rapazinho que, apesar de conhecê-lo a pouco tempo, tenho certeza que veio pra ficar. Ele é estudante do Ensino Médio e pretende prestar vestibular para Jornalismo (juro que não fui eu que o incentivei... aliás, só fiz isso depois de saber do desejo dele em fazer o curso). Bem, pra mim é uma honra publicar esse texto aqui. Quero que seja o primeiro de muitos e que, em breve, ele também tenha o seu "diário de bordo" pra escrever reflexões sobre a vida, o tempo, o amor, e a...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Amizade&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SUcsLiJGxKI/AAAAAAAAAEM/W8uAIBwjmh4/s1600-h/friends.jpeg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SUcxFGVEXKI/AAAAAAAAAEU/MzLf7ycpP9I/s1600-h/FR9117~1.jpeg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 309px; FLOAT: right; HEIGHT: 262px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280243051783281826" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SUcxFGVEXKI/AAAAAAAAAEU/MzLf7ycpP9I/s320/FR9117~1.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É incrível como, de coisas tão pequenas, nascem amizades tão grandes. Como Deus faz o destino parecer com o acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É incrível como a gente passa tanto tempo procurando pessoas que sejam especiais, sem saber a data que vai encontrá-las. E quando eu percebi, fiquei abismado como que as pessoas importantes começam a fazer parte da nossa vida desde o começo. Porque afinal de contas, nada como uma data especial, como o natal, pra conhecermos pessoas especiais!&lt;br /&gt;A gente não precisa procurar sem saber a data, por que na data certa sempre vamos encontrar!&lt;br /&gt;E vem a parte que é quando começamos com as expectativas sobre essa pessoa, e pensar que um gesto de humildade, como um aperto de mão, pode ser a chave pra abrir a porta pra uma grande amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, depois da expectativa vem a certeza. A certeza de que amigos sempre vão ser, amigos e não importa quanto tempo passe, quando os caminhos juntos acabarem, quando forem pra longe ou mesmo quando a lembrança for apenas lembrança. Amigos sempre vão ser, amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gestos provam se realmente uma amizade é verdadeira, mas palavras são sublimes porque descrevem o momento, e momentos podem, sim, provar que uma amizade é realmente verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu tenho certeza que ainda vão ser usadas muitas palavras pra descreverem muitos momentos: de alegria, de tristeza, de angustia, de felicidade, mas vão ser momentos de que, sempre que lembrarmos, vamos sentir esse aperto no coração, e ficaremos confusos, decidindo se é saudade ou vontade de passar por aquele momento de novo! E isso vai mostrar que, até mesmo estando distantes, amigos sempre vão ser, amigos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wan Muñes, 16 anos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-46279872765184940?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/46279872765184940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=46279872765184940' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/46279872765184940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/46279872765184940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2008/12/postagem-especial.html' title='Postagem Especial'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SUcxFGVEXKI/AAAAAAAAAEU/MzLf7ycpP9I/s72-c/FR9117~1.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-4866837995369340373</id><published>2008-12-14T20:03:00.004-03:00</published><updated>2008-12-14T21:00:01.127-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='faculdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coletivo'/><title type='text'>"Olhar Coletivo"</title><content type='html'>Trabalho em grupo apresentado à disciplina de Teoria da Imagem.&lt;div&gt;Propondo fazer uma narrativa a partir de fotos, buscamos mostrar o olhar do passageiro que circula todos os dias em Imperatriz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gostei do resultado e quero compartilhar o vídeo com vocês.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abraços&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-ccd2435c6ecbd6c5" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" 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falta.&lt;br /&gt;Se soubesse que iria te perder teria te amado o dobro, o tríplo...&lt;br /&gt;Não teria desperdiçado nenhum segundo da sua companhia.&lt;br /&gt;Me sinto só... e não importa o quanto digam que me amam, que "estão aqui" comigo, aprendi com você, Zaca, que amizade quer dizer 'gastar tempo' com o outro. E nesse mundo de hoje o que menos temos é tempo pra gastar... tempo é dinheiro... gastar tempo é ficar mais pobre, desperdiçar tempo é jogar dinheiro fora...&lt;br /&gt;Obrigado por ter gasto muito do seu tempo comigo... por cada vez que me ouviu antes de dormir... por cada vez que desperdiçou seu tempo comigo. Cada minuto foi precioso. E cada tempo que 'gastei' com você valeu a pena.&lt;br /&gt;Gastaria muito mais e morreria 'pobre', mas sabendo que o maior tesouro que poderia guardar, eu guardei: sua amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inconsolavelmente, Te Amo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-2413348567764392571?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/2413348567764392571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=2413348567764392571' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/2413348567764392571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/2413348567764392571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2008/11/blog-post.html' title='Desabafo'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-8122441673622940928</id><published>2008-11-26T22:56:00.003-03:00</published><updated>2008-11-26T23:03:29.404-03:00</updated><title type='text'>Quanto tempo nos resta?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SS3_5DSxFcI/AAAAAAAAAEE/PCV4HgTUf5E/s1600-h/tempo.jpeg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 251px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273152094322365890" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SS3_5DSxFcI/AAAAAAAAAEE/PCV4HgTUf5E/s320/tempo.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nos acostumamos a ver o sol nascer todos os dias e a tomar café às pressas com nossos pais. A pegar o "coletivo" e executar nosso trabalho com atenção.&lt;br /&gt;Acostumamos a voltar pra casa e cumprir nossas obrigações: comer, dormir, falar o necessário, conhecer pessoas, amá-las e abandoná-las. Não necessariamente nessa mesma ordem. O certo é que nos acostumamos a "levar a vida" ou deixá-la nos levar.&lt;br /&gt;Quem se programaria pra não existir? Seria loucura viver cada dia como se fosse o último e igualmente loucura seria viver como se a qualquer momento fôssemos perder aqueles a quem tanto amamos.&lt;br /&gt;A pergunta é: quanto tempo nos resta?&lt;br /&gt;Pra pedir perdão...&lt;br /&gt;Pra amar com paixão...&lt;br /&gt;Pra viver, viver...&lt;br /&gt;Triste seria passar a vida assistindo-a ou sendo um vegetal. A não ser que assistamos juntos e vegetamos a dois. Quem sabe assim valeria a pena.&lt;br /&gt;O que não podemos é não viver. Apenas sobreviver à vida.&lt;br /&gt;“Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será" quando rompermos com o medo de sonhar alto, de amar muito e ter a certeza de que não nos resta tempo algum. O único que temos é esse.&lt;br /&gt;Quer seja pra viver ou pra morrer a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Azaias Lima Souza&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-8122441673622940928?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/8122441673622940928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=8122441673622940928' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/8122441673622940928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/8122441673622940928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2008/11/quanto-tempo-nos-resta.html' title='Quanto tempo nos resta?'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SS3_5DSxFcI/AAAAAAAAAEE/PCV4HgTUf5E/s72-c/tempo.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-8245724113194747947</id><published>2008-11-21T10:01:00.011-03:00</published><updated>2010-02-05T16:53:10.043-03:00</updated><title type='text'>O mundo, nas reticências.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SSbBOejxjjI/AAAAAAAAAD8/oGK8dXJ_gGQ/s1600-h/retic%C3%AAncias2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271112868349185586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 260px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SSbBOejxjjI/AAAAAAAAAD8/oGK8dXJ_gGQ/s320/retic%C3%AAncias2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SSa2rMv_DzI/AAAAAAAAAD0/LfcVeDV9QIc/s1600-h/retic%C3%AAncias.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;O mundo cabe aqui.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Engraçado como, às vezes, por si só 'as coisas' se explicam.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Refletindo sobre o uso das reticências percebi que elas &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;diziam mais que palavras quando, na verdade, não haviam mais palavras a dizer.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Buscando a origem do sinal vi algo interessante:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;"...o singular da palavra em questão já trazia essas “más intenções” inscritas&lt;br /&gt;em sua definição original. O substantivo vem do latim reticentia, que quer dizer “silêncio obstinado”. O enunciado remete a uma “omissão intencional de uma coisa que se devia ou podia dizer”, o que nos confirma o caráter de subterfúgio do conceito em questão" (Mini-tratado das reticências (em defesa de uma inutilidade necessária…) de Paulo Roberto de Almeida).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando não há explicação (...)&lt;br /&gt;Quando falta o 'bom argumento' e não se pretende ser 'falacioso' (...)&lt;br /&gt;Quando se quer muito dizer uma verdade, mas o 'filtro do bom senso' não deixa (...)&lt;br /&gt;Quando deseja a outro mais do que palavras poderiam expressar (...)&lt;br /&gt;Quando a culpa é nossa e não queremos admitir (...)&lt;br /&gt;Quando a tristeza não se pode explicar (...)&lt;br /&gt;Quando a grandeza do amor não se pode mensurar (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, as reticências nos salvam quando não sabemos o que dizer ou quando optamos pelo 'silêncio obstinado' para, paradoxalmente, dizer com mais ênfase o que queríamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto escrevia o texto, recebi a visita de Assistentes Sociais para falar sobre o Zaqueu (vide texto Zaca Sá)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há mais o que dizer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim...&lt;br /&gt;O mundo cabe aqui (...)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ferro.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-8245724113194747947?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/8245724113194747947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=8245724113194747947' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/8245724113194747947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/8245724113194747947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2008/11/o-mundo-nas-reticncias.html' title='O mundo, nas reticências.'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SSbBOejxjjI/AAAAAAAAAD8/oGK8dXJ_gGQ/s72-c/retic%C3%AAncias2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-6206033562513420443</id><published>2008-11-20T08:29:00.005-03:00</published><updated>2008-11-20T09:32:39.216-03:00</updated><title type='text'>Fase 'Weberiana'.</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Quem roubou meu encanto, me ensinando que o mundo é racional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde estão os meus sonhos antes de dormir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadê meus palácios... Minha família real e meus castelos, até então, encantados? &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SSVWxHjvP-I/AAAAAAAAADs/Dlr2v_S74tM/s1600-h/penso,+logo+desisto..jpg"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 306px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270714340749557730" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SSVWxHjvP-I/AAAAAAAAADs/Dlr2v_S74tM/s320/penso,+logo+desisto..jpg" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#000000;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Meus príncipes e princesas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que lobo mal!!!&lt;br /&gt;Levou meus sonhos de criança e de 'gente' grande também.&lt;br /&gt;Me fez 'pensar' que existo porque penso... Ou será que só penso porque existo? Ainda não aprendi a diferença... E nem sei se ainda quero aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra ser sincero... Quero viver a fase 'Marisiana' da vida.&lt;br /&gt;Morar num "vilarejo", que areje um "vento bom na varada" e me faça esquecer esses "tempos modernos", onde até o 'mundo cor-de-rosa' é cinzento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não se fazem mais 'mundo encantado' como antes...&lt;br /&gt;Já que não fazem, eu invento o meu.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt; Mas "não se perca ao entrar no meu infinito particular".&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#000000;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#000000;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ferro&lt;/span&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-6206033562513420443?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/6206033562513420443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=6206033562513420443' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/6206033562513420443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/6206033562513420443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2008/11/fase-weberiana.html' title='Fase &apos;Weberiana&apos;.'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SSVWxHjvP-I/AAAAAAAAADs/Dlr2v_S74tM/s72-c/penso,+logo+desisto..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-2895363094905626446</id><published>2008-11-19T09:04:00.004-03:00</published><updated>2008-11-19T09:32:25.201-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='indivíduo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coletivo'/><title type='text'>Indivíduo no Coletivo</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SSQFrytVtPI/AAAAAAAAADk/--BDHVyHG8o/s1600-h/transporte+coletivo.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270343713834775794" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SSQFrytVtPI/AAAAAAAAADk/--BDHVyHG8o/s320/transporte+coletivo.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transporte coletivo: não há nome mais apropriado pra ele! O que poderia ser estritamente particular torna-se comum a todos. É o lugar onde se transporta e se compartilham histórias, traumas, valores e crenças.&lt;br /&gt;Comprar ou não? Mudar de casa ou permanecer na mesma? Implorar por socorro em silêncio ou aos berros? Sentir raiva, amor, alegria ou tristeza nada disso é permitido que se faça sozinho. Uma enquete forçada te obriga a julgar, avaliar, questionar, opinar ou, no mínimo, refletir sobre a “questão” da vez, que sempre é proposta pelo mais ousado passageiro ou por aquele que rompe com “o silêncio coletivo”, quando isso é possível, e coloca seus problemas ou desabafos na vitrine do ônibus.&lt;br /&gt;Laços, de afeto e desafeto, se fazem. Vidas interagindo “à força”, planos e sonhos em comum e um desejo igualmente coletivo: “ser individual”, não precisar mais de espectadores para seus desabafos ou não estar na platéia, pelo menos. Mas o contrário também é válido, sair do seu mundo de solidão e querer sim, compartilhar espaços, conversas ou apenas companhia... Seja de um ou de cem.&lt;br /&gt;E ainda há aqueles que escrevem sobre isso, que não estabelecem relação com outros e que, apesar de estar perto, nem está ali. Está em outro lugar: em alguma praia do nordeste, sentindo o vento forte e bebendo uma água de coco gelada ou em um escritório frio no sul, escrevendo como as pessoas se apertam e se relacionam nos transportes coletivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Azaias Lima Souza&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-2895363094905626446?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/2895363094905626446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=2895363094905626446' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/2895363094905626446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/2895363094905626446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2008/11/indivduo-no-coletivo.html' title='Indivíduo no Coletivo'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SSQFrytVtPI/AAAAAAAAADk/--BDHVyHG8o/s72-c/transporte+coletivo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-638697534347066995</id><published>2008-11-18T10:37:00.004-03:00</published><updated>2008-11-19T10:27:51.924-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='confidente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saudades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigo'/><title type='text'>Zaca Sá</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SSLHcBuwDfI/AAAAAAAAADM/1s0VrC_Hkz8/s1600-h/DSC00488.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 295px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269993798291688946" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SSLHcBuwDfI/AAAAAAAAADM/1s0VrC_Hkz8/s320/DSC00488.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(O texto a seguir escrevi no dia do aniversário do Zaqueu. Ele foi, sem nenhuma dúvida, meu melhor primo, melhor amigo, melhor confidente. Impossível esquecê-lo. Todos os dias lembrarei dessa pessoa que tanto amei e que tanto contribuiu para que eu fosse o 'Ferro' que sou. Obrigado, Zaca!)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;'Bicicletinha' vermelha&lt;br /&gt;Pé-de-manga&lt;br /&gt;Quintal da Tia Deta&lt;br /&gt;Brejo&lt;br /&gt;Joguinhos&lt;br /&gt;Desenhos&lt;br /&gt;Escola&lt;br /&gt;Som no quarto&lt;br /&gt;Fita&lt;br /&gt;Mágica Celestial&lt;br /&gt;Ursinho cinzento&lt;br /&gt;Casa de barro&lt;br /&gt;Cofre na parede&lt;br /&gt;Pé-de-jaca&lt;br /&gt;Banheira&lt;br /&gt;Petecas&lt;br /&gt;Três mangas em uma sacola&lt;br /&gt;Pé-de-siriguela&lt;br /&gt;Casa da Vó&lt;br /&gt;Kênia&lt;br /&gt;Férias com a Janaíza&lt;br /&gt;Brincadeiras - 'infinitonários'&lt;br /&gt;Telhas - conversas&lt;br /&gt;Calçada da Raimunda&lt;br /&gt;Minha casa&lt;br /&gt;A 'maldição' do banheiro&lt;br /&gt;Parada de ônibus&lt;br /&gt;Cefet&lt;br /&gt;Fly Back&lt;br /&gt;Casa da Tia Luza&lt;br /&gt;Uema&lt;br /&gt;Poemas&lt;br /&gt;Cris, Rakel...&lt;br /&gt;Marisa Monte&lt;br /&gt;Fortaleza&lt;br /&gt;Praia do Futuro&lt;br /&gt;Tapioca Recheada&lt;br /&gt;Dividir fone enquanto almoça&lt;br /&gt;Conversas no 'msn'&lt;br /&gt;Fevereiro Negro&lt;br /&gt;Solidão&lt;br /&gt;Tristeza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembranças... A primeira delas lembro como se fosse... Há muito tempo, e foi...&lt;br /&gt;Éramos crianças e te vi...&lt;br /&gt;Andando em sua bicicletinha vermelha que eu tanto admirava (eu nem sequer sabia andar e você, 'deste tamanho', sabia... como é esperto!!! como é inteligente!)&lt;br /&gt;Passei a vida a te admirar, mas de repente não sou apenas um espectador... Sou parte real dela... Não somos mais primos, somos amigos, (os melhores!) e foi assim por toda vida... Por toda sua vida.&lt;br /&gt;É impossível esquecer-se de cada coisa... A lista acima só marca parte delas. Em nenhum livro caberiam as "memórias, crônicas e declarações de amor" que podemos ter.&lt;br /&gt;E ainda me pedem pra não chorar! É impossível!!!&lt;br /&gt;Dramático, eu? Não! Sensível!!! Estou desnorteado, mesmo!!! Sofrendo, mesmo!!!&lt;br /&gt;Vivendo a cada dia com a lembrança de um trágico fim de semana.&lt;br /&gt;As noites são longas... Os sonhos são constantes... E os pesadelos também. "Ao meu redor está deserto, você não está por perto e ainda está tão perto". Dentro de tudo que vejo, de tudo que leio, de todos que conheço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria hoje não ter nada pra te dar... Ainda assim colocaria três mangas em uma sacola... Levaria na sua casa e diria: "Feliz Aniversário, amigo! vamos comer seus presentes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te amo, Zaca... Dói não poder retribuir o presente que ganhei no meu aniversário!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-638697534347066995?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/638697534347066995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=638697534347066995' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/638697534347066995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/638697534347066995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2008/11/zaca-s.html' title='Zaca Sá'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SSLHcBuwDfI/AAAAAAAAADM/1s0VrC_Hkz8/s72-c/DSC00488.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-3301783579385578812</id><published>2008-11-17T12:18:00.007-03:00</published><updated>2010-07-04T11:51:58.278-03:00</updated><title type='text'>Ficha Completa (ou quase)</title><content type='html'>M&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SSGcLDn4ElI/AAAAAAAAADE/U08vNcLQ4HM/s1600-h/ferro+-+preto+e+branco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269664752765243986" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SSGcLDn4ElI/AAAAAAAAADE/U08vNcLQ4HM/s320/ferro+-+preto+e+branco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;e chamo Azaias Lima Souza, filho de João Macário de Souza e Maria das Neves Lima Souza.&lt;br /&gt;Tenho 24 anos (sei que não parece kkkk) e faço faculdade de Jornalismo na UFMA.&lt;br /&gt;Desde criança me chamam de Ferro. Está bem... Eu explico o motivo.&lt;br /&gt;[Desde muito pequeno, por volta de 2 anos de idade, eu era um garoto muito... (peralta?) criativo. Brincava pela oficina do meu pai; caia e não chorava... Além disso sempre fui alvo dos 'cascudos' dos meus irmãos mais velhos (sou o caçula) e como era muito teimoso eu só respondia: "nem doeu, nem doeu" e cada vez me davam cascudos mais fortes, mas como não queria perder o posto de 'ferro duro' sustentava a mesma resposta.&lt;br /&gt;Quando ficava zangado, batia a cabeça na parede (apesar de ser bem novinho na época, eu lembro disso) então não deu outra... Assim nasceu meu apelido!&lt;br /&gt;Pra ser sincero não conheço muito o Azaias... ele sempre foi um pouco distante de mim (em outro texto eu conto essa ambigüidade), não tenho dupla personalidade, mas sempre fui consciente de que há dois 'eus' distintos (Ferro e Azaias), mas isso fica pra próxima.]&lt;br /&gt;Continuando... Tenho 7 irmãos: Raimunda (irmã de criação, o que não a faz diferente de nenhum dos outros, aliás, a faz mais especial ainda... é nossa primeira irmã e nos trata como filhos) Neemias, Jedaias, Jeremias, Nerias, Jesaias e Eliene (Note-se que meus pais foram bem criativos ao escolher nossos nomes, não acham? kkkk).&lt;br /&gt;Minha família é uma preciosidade! Inexplicável a forma como nos amamos e como somos 'família' no sentido mais 'romântico' da palavra. Claro que, como em todas, há brigas, discussões, defeitos, mas se não fosse assim não seria uma família completa, não é?&lt;br /&gt;Ao falar em família lembro de todos os outros membros dela. Desde criança sempre participávamos de almoços familiares com avô, avó, tios, primos, enfim família toda reunida mesmo! Isso criou em nós "Família Macário e Família Lima" laços de afeto muito fortes, tanto que meus primos, pra mim, são 'irmãos que nasceram de pais diferentes'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que dizer dos meus sobrinhos? Amo a todos, sem exceção!&lt;br /&gt;Meu sobrinho mais 'velho' é o Evando Raízio Silva Maciel... ele é um garoto admirável!!! Tem 18 anos (se não me engano), faz faculdade de pedagogia na UEMA, mas quer fazer Jornalismo também (igual ao tio kkkk). É um rapaz de uma educação invejável. Todos sentem-se amado ao seu lado, pois é muito carinhoso e atencioso. Além do que é um excelente filho, que o diga a Raimunda e o Evilázio, sem falar que é um gatão!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha primeira sobrinha é a Priscila Moura de Lima (17 anos). É muito dificil falar dessa garota, pois todos sabem que desde criança sempre fomos muito amigos (tenho medo de os outros sobrinhos interpretarem errado, mas é inexplicável nossa proximidade) eu a considero, sem dúvida, uma das minhas melhores amigas, (não é o primeiro caso na família, tenho muita sorte de ter meus melhores amigos como parentes, a exemplo do Zaqueu, o qual vou dedicar um texto especial pra apresentá-lo). A Cilla Moura, como é conhecida, é um presente! Uma garota admirável que tem um grande coração, uma personalidade extremamente forte, por isso é uma pessoa que 'marca', e tem um coração que é uma jóia rara! (dificil falar dela sem se emocionar) e sem falar na beleza! Esse aspecto nem há o que comentar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dela vem o Ramon Moura de Lima, um rapaz de 16 anos (ainda), que tem um coração raro também. Quando lembro do Ramon lembro da infância... de quando o levava para escola, de quando o assistia jogar futebol (ele é um excelente jogador, bem diferente de mim que não jogo absolutamente nada), de quando passava fins de semana em minha casa. Lembro também de sua paixão por motos, dentre outras coisas! Minha preocupação com o Ramon é onde ele está... onde eu o perdi... já faz um tempo que eu não o reconheço muito e queria muito que ainda fosse o rapazinho de uns tempos atrás, que não se preocupava com nada além dos estudos, jogos de futebol e as paqueras (tenho uma família abençoada, pois o Ramon é simplesmente um gatão mesmo! daqueles que qualquer garota gostaria de ter como namorado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então vem a Rízia Dourado Souza... Ah e como é linda!!! Essa minha sobrinha é uma pessoa extraordinária! Incrível como consigo 'ler' o que ela não fala! (ela é muito calada), talvez ela nem saiba o quanto a admiro. A Rízia é uma garota extraordinária porque consegue ser 'meiga' sem ser 'boba', consegue ser 'adolescente' sem perder a cabeça, consegue ser tímida e ao mesmo tempo comunicar muito de si. E é incrivelmente linda! Minha torcida agora é que ela venha pra minha cidade, passe no vestibular para Direito, que é o que ela quer, e seja uma profissional de sucesso, muito sucesso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da Rízia vem o Jhulley Haniel Dourado Souza. O 'diBiel'... o que falar desse garoto! O Haniel é um cara espetacular, pense num amor de menino... incrível como é carinhoso, esperto, inteligente (apesar de estar repetindo de ano não é, Haniel?) e muito querido pelos outros sobrinhos... Ele é o tipo de cara que consegue cativar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida vem o meu pigüim favorito, o Gabriel Aroeira de Souza (não sei se acertei o sobrenome) é um carinha que, com certeza, vai ser um gênio! Disso ninguem tem dúvidas. Pense num garoto esperto! Mas também... filho do 'mais inteligente da família' (isso sempre foi inquestionável por todos até eu passar na federal! kkkkkk), mas justiça seja feita, o pai do Gabriel é realmente um gênio... um cara super inteligente, mas não vem ao caso... o certo é que o Gabriel herdou a inteligência do pai e da mãe, a beleza de ambas as famílias e a simpatia que só a Leilah (mãe dele) mesmo pra ter! Assim fica fácil prevê o futuro desse garoto!!! É sucesso na certa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então vem o Caio Moura de Lima, um sobrinho lindo, inteligente, esperto. O Caio é um gênio também, incrivel como esse garoto de 4 anos (se não me engano) sabe mexer com os 'aparatos tecnológicos' na maior facilidade. Ele liga computador, joga online, abre pastas, escolhe músicas, liga o video-game (note-se que ele ainda nem sabe ler). É um verdadeiro filho dos 'tempos modernos'. Sem falar que é lindo, lindo, lindo!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim chegou o mais novo 'gordo' da família, Isaac Moreno Sousa da Costa (não tenho certeza se é esse mesmo o sobrenome kkk) de apenas três meses. Uma pessoinha linda que chegou pra aliviar nosso segundo semestre, pra trazer riso aos nosso dias e, no futuro, gargalhadas de alegria pela sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim... a ficha que era 'minha' acabou sendo da família... Mas isso se explica porque não há como falar de mim sem mencioná-los. Não há como me conhecerem se não souberem da extraordinária família que eu tenho, se não souberem que tenho amores que perdi e outros que ganhei.&lt;br /&gt;Em outra oportunidade falarei mais sobre mim... ou melhor, ao ler meus textos vocês me conhecerão muito, e verão todas as possibilidades de 'ser Ferro'.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-3301783579385578812?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/3301783579385578812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=3301783579385578812' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/3301783579385578812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/3301783579385578812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2008/11/ficha-completa.html' title='Ficha Completa (ou quase)'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SSGcLDn4ElI/AAAAAAAAADE/U08vNcLQ4HM/s72-c/ferro+-+preto+e+branco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5295695015788527392.post-1292185615523804166</id><published>2008-11-16T22:02:00.001-03:00</published><updated>2008-11-16T22:56:46.120-03:00</updated><title type='text'>Bem Vindos ao mundo 'de Ferro'.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SSDFPSfAd7I/AAAAAAAAABo/jKrsVRpp9AA/s1600-h/Ferro+(1)1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269428430474082226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SSDFPSfAd7I/AAAAAAAAABo/jKrsVRpp9AA/s320/Ferro+(1)1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bem... não sei me definir e acho que não há definições (ou há várias).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Sou mil possíveis em mim..."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Este espaço foi criado para: comunicar, desabafar, noticiar, expor (fotos, textos) e postar alguns textos que, raramente, escrevo (e quando escrevo mais ou menos).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Apesar de cursar Comunicação Social - Jornalismo, não escrevo bem... mas prometo escrever algo 'legível'.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estranho essa 'apresentação'... parece que 'um monte de gente' vai ler... mas... a intenção do blog também é essa... além de funcionar como um 'Diário' de bordo da vida do Ferro (eu mesmo!!!).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bem... hoje é só as 'Boas Vindas'.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Depois escrevo a 'Ficha completa'&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um grande abraço aos amigos que virão me visitar... e aos amigos que farei nessa nova vida de blogueiro...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ferro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5295695015788527392-1292185615523804166?l=deferro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deferro.blogspot.com/feeds/1292185615523804166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5295695015788527392&amp;postID=1292185615523804166' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/1292185615523804166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5295695015788527392/posts/default/1292185615523804166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deferro.blogspot.com/2008/11/bem-vindos-ao-mundo-de-ferro.html' title='Bem Vindos ao mundo &apos;de Ferro&apos;.'/><author><name>Ferro.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06234020711238360078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-7KGQcyflgkw/TufFFAo0w-I/AAAAAAAAAKo/6G6WQJ92IH4/s220/SAM_0571.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dueg1rmjwv0/SSDFPSfAd7I/AAAAAAAAABo/jKrsVRpp9AA/s72-c/Ferro+(1)1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
